quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Vamos Geekar com séries #6


Versailles Temporada 2



Acabou, durante o mês de Junho, a segunda temporada desta série espetacular, sobre uma das minhas figuras preferidas de sempre.
A trama, desta feita, arranca depois da morte da esposa de Philippe, Henriette, e vai nos guiar pelos meandros mais escuros da corte do Rei Sol. Contrariamente ao seu cognome, esta foi uma altura muito, mas muito escura, escusa e esconsa, da vida desta corte que se queria brilhante. Luxúria, corrupção, drogas, vícios de todos os tipos grassavam pela corte de Luís XIV, com o próprio a encabeçar estas hordas.
Desde que havia tomado Madame de Montespan para sua amante real, que ela o levou pela espiral louca de afrodisíacos, leituras de tarot, quiromancia. Por uns tempos, o rei parece perdido na sua vida, nos seus objetivos, perde força por se sentir cercado por todos os lados. Mas é dele que vai vir a mudança de atitude. É dele e da guerra na Holanda, contra Guilherme de Orange, que ele reencontra o seu caminho.
Outra mudança muito bem vinda na corte de França é a Princesa Palatina, que irá casar com Philippe e que é uma lufada de ar fresco. Ela gosta é de ar livre, não gosta do mimimi da corte francesa e não tem paciência para suportar as amantes oficiais do cunhado. Philippe, primeira estranha, mas depois tornam-se como que cúmplices, pois Philippe sempre se sentiu um outsider na corte do irmão.

Uma parte muito bem descrita na série, foram os venenos e drogas consumidas na corte. Quem pensar que o abuso de drogas é coisa só do século XX, desengane-se: sempre houve uma parte da população completamente disposta a usar e abusar de substâncias, para fugir à monotonia dos dias presos numa corte, que vivia a toque de caixa.
Neste caso eram as poções de amor, os afrodisíacos....e os venenos. Para "apagar" uma pessoa que se tinha tornado incómoda, um familiar que se recusava a morrer e deixar a sua herança.... o caso dos venenos, que foi  muito real e que aconteceu na corte francesa, tendo à cabeça a Voisin, famosa vidente, cuja maior cliente era precisamente a Madame de Montespan, a amante do Rei. Apenas deram outro nome à personagem, sem saber bem porquê, porque mantiveram os nomes verdadeiros dos seus cúmplices. Mas está bem retratado o porquê destas pessoas terem ganho influência, junto de nobres e gente comum, de igual modo. Foi algo transversal na sociedade da época.


Mais uma vez, uma série de muita qualidade, com interpretações fantásticas e um genérico fabuloso.


E vocês - já viram? Têm curiosidade?


Kisse da vossa Geek

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Projecto Um Ano Com a Jodi

Dezembro

Dezanove Minutos



Sinopse

Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas. O seu amigo, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, que o leva a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling.

Este é  livro que iremos ler, a começar dia 1 de Dezembro. Quem se quiser juntar a mim, à Dora e à Isaura é só comentar nesse sentido.

Kisses da vossa Geek

segunda-feira, 13 de novembro de 2017



E este cantinho faz um ano !!
Agradeço a todos quantos seguem, comentam e me fazem ter a perceção que sim - estou cá e já tenho o meu lugar!
Como não poderia deixar de ser nestas alturas, faz-se um balanço.
O blog, que começou por ser só literário, agora expandiu (ou definiu-se) como um espaço de discussões às vezes livrólicas, às vezes nem por isso. Mas um espaço de discussão e partilha de ideias, de eu desabafar as minhas visões sobre determinados assuntos e ver se estou completamente louca.Tenho alturas que penso que sou só eu que penso assim sobre determinado assunto, e afinal, descubro que não. E vou partilhando essa minha loucura.
Quero continuar a fazer deste espaço um espaço dedicado à leitura, às séries e filmes e ainda mais - ao exercício do pensar. Porque isto de pensar é como exercitar um músculo: quanto mais fazemos, mais definido fica. Gosto de refletir sobre os assuntos que parece que mais ninguém fala, parecendo haver algumas "vacas sagradas", em termos de discussão.
Mas, como aniversário não é aniversário sem haver aqui um "presente", vou então anunciar o que pretendo apresentar aos leitores/seguidores deste blog:
Tão somente um propósito, que pretendo levar até ao infinito - ler mais autores portugueses.
Ultimamente, tenho tido muito mais apetência por autores nacionais do que por estrangeiros. Mas o desafio, para mim,  está em ler fora do "circulo dourado", que referi no meu post. Esses não precisam de mais publicidade. Já descobri imensos autores, ao pesquisar na internet, em assuntos que me dizem tanto quanto os históricos, dos quais nunca ouvi falar. Vou, então, experimentar e dizer de minha justiça, o que se pode ter em conta e o que é para passar adiante.

Irei também ler dentro de um género muito desprezado em Portugal, um movimento conotado com o comunismo e que surgiu em países com o nosso, Itália e Espanha: o neorrealismo. Irei ler as obras primas, de autores esquecidos e até malditos, desse movimento estético e cultural.
De um modo geral, pretendo aumentar as minhas leituras neste sentido, porque iniciativas tópicas, são boas - qualquer iniciativa neste sentido é valida - mas parecem muito redutoras, quando são concentradas em espaços de tempo delimitados. Então, é em um mês ou uma semana que se vai chegar às obras primas da literatura do nosso país? Eu preconizo que deve ser um propósito a longo prazo - que tal o resto da vida? - sem pressas, sem prazos .

E já repararam que uso o termo "propósito" e não "projeto" ou "desafio"? É porque não me quero limitar nem impor nada. 
É claro que irei ler os outros autores de que gosto e os outros livros na minha estante - não vamos cair no exagero, nem é isso que me proponho. Antes um descobrir da boa literatura que fazemos, que é tão boa (ou tão má) quanto a que vem de fora, só menos, muito menos, divulgada e apreciada.

Para este propósito, criei a hashtag #autorespt365, que irei usar sempre que ler livros de autores nacionais ou lusófonos - também se aplica a eles. E vocês todos, estão à vontade para também usarem a hashtag e incluírem mais português na vossa jornada literária.
Porque devemos conhecer de onde viemos, para saber para onde vamos.

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Comentar ou não comentar....nem se põe a questão



Porque é sempre - sim! Comentem, digam de vossa justiça, falem.

Eu já estive - e durante muitos anos - no lado de apenas consumidora de blogs e canais. E sim, dá uma certa timidez de comentar. Ao fim e ao cabo, não conhecemos a pessoa de lado nenhum, nem a ela a nós (em princípio), há sempre um certo pudor, pois parece que estamos a espreitar o diário da mana mais velha, às escondidas.
Eventualmente, há aquele dia em que perdemos a vergonha e comentamos. E nada de mal acontece! Felicidade! Falamos e alguém nos ouviu e mais ainda - respondeu. Ficamos eufóricos e a partir desse pequeno momento, começa a desenvolver-se uma relação interessante entre duas pessoas, que são completas estranhas uma da outra. 

Estando agora do lado de produtora de conteúdos, o haver comentários é fundamental. Não basta pôr o like. Há que comentar. Não estou aqui a "obrigar" ninguém, mas realmente é uma grande parte do "porquê" de estar aqui, a editar posts, gravar vídeos e a gastar horas a editar. Uma grande fatia é por gosto e realização pessoais, sem dúvida -  nunca iria para a frente, com este tipo de projetos, se assim não fosse. Mas, a outra grande fatia, é pela interação gerada, pela sensação de pertença a uma comunidade, com os mesmos gostos que eu.
Nos comentários é que vemos qual o feedback do nosso público, o que desejam ver em futuras rubricas/posts/videos.
E, a não ser que nos calhe um troll, todos os comentários são bem-vindos até aqueles a discordar connosco, desde que feitos com respeito e fundamentados. Gosto que me desafiem com comentários que me façam pensar. Mesmo que não concorde com o exposto, são esses comentários que, por vezes, acabam por acender luzes no meu cérebro, quando desafiado com uma lógica diferente da minha. 
Sei que há muita gente que lê blogs e vê vídeos e não comenta, por esquecimento ou por achar que o que vai dizer não é relevante....não pensem isso e arrisquem. Faz parte da experiência.

E vocês - fazem conteúdos? O que pensam? Ou, se forem só consumidores, comentam? Já tiveram alguma má experiência neste sentido?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Historiquices Novembro
Maria Antonieta


A rainha mais infame, mais caluniada e mais reconhecível de sempre, pela sua faustosa vida e morte trágica, simbolo de uma era a findar.
Maria Antónia nasceu em 2 de Novembro de 1755, tendo, curiosamente, como padrinhos de baptismo, os reis de Portugal - D. José e D. Mariana Vitoria.
Ela foi a penúltima dos 16 filhos da Imperatriz Maria Teresa de Áustria, que, sendo uma mulher dominante, sempre aterrorizou a sua filha, mesmo à distancia dos milhares de quilómetros que separaram o Hofburg de Versailles.
Com a morte de seu pai, a mãe de Antónia procurou alianças vantajosas para todos os seus filhos e, ela era a peça (ou peão) mais interessante, pois, com o casamento com o Delfim de França, punha-se termo à rivalidade e tensão de séculos, entre estes dois países.
Antónia foi uma criança feliz, muito embora fosse virtualmente ignorada pela sua mãe, sempre ocupada com assuntos de estado, mas tinha uma ama que lhe dava todo o conforto maternal. Mas, os estudos dela foram gravemente negligenciados por essa senhora, deixando-a assim, sem bases sólidas para assumir o seu papel de Delfina de França. 
Com o casamento, chegaram todos os problemas que, um enlace por procuração e entre monarcas tem: o casamento tardou a ser consumado, havia um sentimento anti-austríaco, até por parte do seu esposo e ela nunca foi realmente aceite em França, na corte, como Delfina e mais tarde, como Rainha. Procurou distração do deserto emocional que a rodeava na moda, nos jogos de azar, nos bailes. Mas infelizmente, isso só dispôs mais os inimigos da Coroa contra ela. Mas ela parecia que não se apercebia de nada.

Quando finalmente teve noção, já não havia nada a fazer. Ela cresceu, com os anos, ganhou algum traquejo, mas o mal já estava feito e não era pouco. E de qualquer maneira, naquela época e com o ambiente que se vivia, nem que ela fosse a melhor Rainha do mundo, iria ter exatamente o mesmo final. Foi o fim de uma era, e quando isso acontece, nada se interpõe nesse caminho.

Poder-se-á dizer que a morte de Maria Antonieta foi inevitável, sob muitos aspetos. Ela tanto foi vitima, como provocadora dessa má sorte. Penso que, devido ao clima politico e social vivido na altura, não havia escapatória possível.
Ainda assim é uma Rainha e uma personalidade fascinante e que viveu um dos períodos mais ricos da Historia mundial e que foi o percursor de muitas outras Revoluções, por esse Mundo fora.

Em termos de filmes há este

Livros







Documentários

Biografia do Biography Channel


Kisses da vossa Geek