segunda-feira, 13 de novembro de 2017



E este cantinho faz um ano !!
Agradeço a todos quantos seguem, comentam e me fazem ter a perceção que sim - estou cá e já tenho o meu lugar!
Como não poderia deixar de ser nestas alturas, faz-se um balanço.
O blog, que começou por ser só literário, agora expandiu (ou definiu-se) como um espaço de discussões às vezes livrólicas, às vezes nem por isso. Mas um espaço de discussão e partilha de ideias, de eu desabafar as minhas visões sobre determinados assuntos e ver se estou completamente louca.Tenho alturas que penso que sou só eu que penso assim sobre determinado assunto, e afinal, descubro que não. E vou partilhando essa minha loucura.
Quero continuar a fazer deste espaço um espaço dedicado à leitura, às séries e filmes e ainda mais - ao exercício do pensar. Porque isto de pensar é como exercitar um músculo: quanto mais fazemos, mais definido fica. Gosto de refletir sobre os assuntos que parece que mais ninguém fala, parecendo haver algumas "vacas sagradas", em termos de discussão.
Mas, como aniversário não é aniversário sem haver aqui um "presente", vou então anunciar o que pretendo apresentar aos leitores/seguidores deste blog:
Tão somente um propósito, que pretendo levar até ao infinito - ler mais autores portugueses.
Ultimamente, tenho tido muito mais apetência por autores nacionais do que por estrangeiros. Mas o desafio, para mim,  está em ler fora do "circulo dourado", que referi no meu post. Esses não precisam de mais publicidade. Já descobri imensos autores, ao pesquisar na internet, em assuntos que me dizem tanto quanto os históricos, dos quais nunca ouvi falar. Vou, então, experimentar e dizer de minha justiça, o que se pode ter em conta e o que é para passar adiante.

Irei também ler dentro de um género muito desprezado em Portugal, um movimento conotado com o comunismo e que surgiu em países com o nosso, Itália e Espanha: o neorrealismo. Irei ler as obras primas, de autores esquecidos e até malditos, desse movimento estético e cultural.
De um modo geral, pretendo aumentar as minhas leituras neste sentido, porque iniciativas tópicas, são boas - qualquer iniciativa neste sentido é valida - mas parecem muito redutoras, quando são concentradas em espaços de tempo delimitados. Então, é em um mês ou uma semana que se vai chegar às obras primas da literatura do nosso país? Eu preconizo que deve ser um propósito a longo prazo - que tal o resto da vida? - sem pressas, sem prazos .

E já repararam que uso o termo "propósito" e não "projeto" ou "desafio"? É porque não me quero limitar nem impor nada. 
É claro que irei ler os outros autores de que gosto e os outros livros na minha estante - não vamos cair no exagero, nem é isso que me proponho. Antes um descobrir da boa literatura que fazemos, que é tão boa (ou tão má) quanto a que vem de fora, só menos, muito menos, divulgada e apreciada.

Para este propósito, criei a hashtag #autorespt365, que irei usar sempre que ler livros de autores nacionais ou lusófonos - também se aplica a eles. E vocês todos, estão à vontade para também usarem a hashtag e incluírem mais português na vossa jornada literária.
Porque devemos conhecer de onde viemos, para saber para onde vamos.

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Comentar ou não comentar....nem se põe a questão



Porque é sempre - sim! Comentem, digam de vossa justiça, falem.

Eu já estive - e durante muitos anos - no lado de apenas consumidora de blogs e canais. E sim, dá uma certa timidez de comentar. Ao fim e ao cabo, não conhecemos a pessoa de lado nenhum, nem a ela a nós (em princípio), há sempre um certo pudor, pois parece que estamos a espreitar o diário da mana mais velha, às escondidas.
Eventualmente, há aquele dia em que perdemos a vergonha e comentamos. E nada de mal acontece! Felicidade! Falamos e alguém nos ouviu e mais ainda - respondeu. Ficamos eufóricos e a partir desse pequeno momento, começa a desenvolver-se uma relação interessante entre duas pessoas, que são completas estranhas uma da outra. 

Estando agora do lado de produtora de conteúdos, o haver comentários é fundamental. Não basta pôr o like. Há que comentar. Não estou aqui a "obrigar" ninguém, mas realmente é uma grande parte do "porquê" de estar aqui, a editar posts, gravar vídeos e a gastar horas a editar. Uma grande fatia é por gosto e realização pessoais, sem dúvida -  nunca iria para a frente, com este tipo de projetos, se assim não fosse. Mas, a outra grande fatia, é pela interação gerada, pela sensação de pertença a uma comunidade, com os mesmos gostos que eu.
Nos comentários é que vemos qual o feedback do nosso público, o que desejam ver em futuras rubricas/posts/videos.
E, a não ser que nos calhe um troll, todos os comentários são bem-vindos até aqueles a discordar connosco, desde que feitos com respeito e fundamentados. Gosto que me desafiem com comentários que me façam pensar. Mesmo que não concorde com o exposto, são esses comentários que, por vezes, acabam por acender luzes no meu cérebro, quando desafiado com uma lógica diferente da minha. 
Sei que há muita gente que lê blogs e vê vídeos e não comenta, por esquecimento ou por achar que o que vai dizer não é relevante....não pensem isso e arrisquem. Faz parte da experiência.

E vocês - fazem conteúdos? O que pensam? Ou, se forem só consumidores, comentam? Já tiveram alguma má experiência neste sentido?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Historiquices Novembro
Maria Antonieta


A rainha mais infame, mais caluniada e mais reconhecível de sempre, pela sua faustosa vida e morte trágica, simbolo de uma era a findar.
Maria Antónia nasceu em 2 de Novembro de 1755, tendo, curiosamente, como padrinhos de baptismo, os reis de Portugal - D. José e D. Mariana Vitoria.
Ela foi a penúltima dos 16 filhos da Imperatriz Maria Teresa de Áustria, que, sendo uma mulher dominante, sempre aterrorizou a sua filha, mesmo à distancia dos milhares de quilómetros que separaram o Hofburg de Versailles.
Com a morte de seu pai, a mãe de Antónia procurou alianças vantajosas para todos os seus filhos e, ela era a peça (ou peão) mais interessante, pois, com o casamento com o Delfim de França, punha-se termo à rivalidade e tensão de séculos, entre estes dois países.
Antónia foi uma criança feliz, muito embora fosse virtualmente ignorada pela sua mãe, sempre ocupada com assuntos de estado, mas tinha uma ama que lhe dava todo o conforto maternal. Mas, os estudos dela foram gravemente negligenciados por essa senhora, deixando-a assim, sem bases sólidas para assumir o seu papel de Delfina de França. 
Com o casamento, chegaram todos os problemas que, um enlace por procuração e entre monarcas tem: o casamento tardou a ser consumado, havia um sentimento anti-austríaco, até por parte do seu esposo e ela nunca foi realmente aceite em França, na corte, como Delfina e mais tarde, como Rainha. Procurou distração do deserto emocional que a rodeava na moda, nos jogos de azar, nos bailes. Mas infelizmente, isso só dispôs mais os inimigos da Coroa contra ela. Mas ela parecia que não se apercebia de nada.

Quando finalmente teve noção, já não havia nada a fazer. Ela cresceu, com os anos, ganhou algum traquejo, mas o mal já estava feito e não era pouco. E de qualquer maneira, naquela época e com o ambiente que se vivia, nem que ela fosse a melhor Rainha do mundo, iria ter exatamente o mesmo final. Foi o fim de uma era, e quando isso acontece, nada se interpõe nesse caminho.

Poder-se-á dizer que a morte de Maria Antonieta foi inevitável, sob muitos aspetos. Ela tanto foi vitima, como provocadora dessa má sorte. Penso que, devido ao clima politico e social vivido na altura, não havia escapatória possível.
Ainda assim é uma Rainha e uma personalidade fascinante e que viveu um dos períodos mais ricos da Historia mundial e que foi o percursor de muitas outras Revoluções, por esse Mundo fora.

Em termos de filmes há este

Livros







Documentários

Biografia do Biography Channel


Kisses da vossa Geek

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Macho Português


Hoje deu-me para um assunto menos livresco e mais mundano.
Pois então, esta espécie autóctone pode ser encontrada pela ruas, jardins e casas deste nosso belo país, mas vou me referir unicamente a uma variante, a que gosta mais de se refugiar nas redes sociais, fazendo dela a plataforma para as suas (supostas) seduções.

Todos os dias, encontramos por essa Internet fora "machos" que, apenas vislumbrem um decote ou uma sombra de biquíni, lá vão eles a correr, uivando como lobos na excitação da caça, pôr o seu like e botar os seus dois cêntimos nos comentários:

"Lindona" "Gata" "Sempre Linda"

e por aí adiante - as variações não são muitas e todas têm o mesmo propósito: fazerem-se notar por aquela fêmea, que, ao pôr uma fotografia, se expôs aos seus olhos. Também serve para uma espécie de apresentação para outro tipo de contactos. Nomeadamente pelas mensagens privadas, onde o teor varia de um convite respeitoso para um café até ao exibicionismo puro e duro, porque ao fim e ao cabo - "elas meteram-se a jeito".
Na mente destes machos de teclado, a fotografia, que eles consideraram ousada (até podia nem ser, mas vamos lá), ela está a pedir "algo". E eles querem imediatamente dar esse "algo".

Isto é uma questão puramente cultural, tal como foi comprovado por uma blogger de literatura, que fez a seguinte experiência: quando publicou três posts, em três dias consecutivos,  com umas fotos mais sugestivas, que nem eram dela - mas com livros na imagem e o post continuava a ter como tema a literatura - recebeu mais likes que nunca. E também, mais propostas indecentes que nunca! Quando voltou às publicações normais, desceu bruscamente o interesse por ela.

Será que o machismo e a objetificação das mulheres não irá parar nunca? Tenho fé nas gerações mais novas, que, tal como o meu filho, estão a ser educados a terem valores diferentes. É esperar para ver. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer até à equidade. E até que esta espécie fique extinta definitivamente. 

E vocês - souberam de  algum exemplo, como o que relatei? Contem-me tudo.

Kisses da vossa Geek

domingo, 15 de outubro de 2017

Projeto literário Um Ano Com a Jodi

Novembro

Uma Melodia Inesperada /Sing You Home



Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, quando parece que este sonho está prestes a realizar-se, a tragédia destrói o seu mundo. Como consequência da perda e do divórcio, Zoe mergulha na carreira como terapeuta musical. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e depois, para surpresa de Zoe, em amor. Quando Zoe começa a pensar de novo em formar família, lembra-se de que ainda há embriões dela e de Max congelados que nunca foram usados.

Este vai ser o livro a ser lido, a partir de dia 1 de Novembro.

Já sabem: quem se quiser juntar, basta comentar aqui, no blog da Isaura ou no canal da Dora.

Kisses da vossa Geek