quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Comentar ou não comentar....nem se põe a questão



Porque é sempre - sim! Comentem, digam de vossa justiça, falem.

Eu já estive - e durante muitos anos - no lado de apenas consumidora de blogs e canais. E sim, dá uma certa timidez de comentar. Ao fim e ao cabo, não conhecemos a pessoa de lado nenhum, nem a ela a nós (em princípio), há sempre um certo pudor, pois parece que estamos a espreitar o diário da mana mais velha, às escondidas.
Eventualmente, há aquele dia em que perdemos a vergonha e comentamos. E nada de mal acontece! Felicidade! Falamos e alguém nos ouviu e mais ainda - respondeu. Ficamos eufóricos e a partir desse pequeno momento, começa a desenvolver-se uma relação interessante entre duas pessoas, que são completas estranhas uma da outra. 

Estando agora do lado de produtora de conteúdos, o haver comentários é fundamental. Não basta pôr o like. Há que comentar. Não estou aqui a "obrigar" ninguém, mas realmente é uma grande parte do "porquê" de estar aqui, a editar posts, gravar vídeos e a gastar horas a editar. Uma grande fatia é por gosto e realização pessoais, sem dúvida -  nunca iria para a frente, com este tipo de projetos, se assim não fosse. Mas, a outra grande fatia, é pela interação gerada, pela sensação de pertença a uma comunidade, com os mesmos gostos que eu.
Nos comentários é que vemos qual o feedback do nosso público, o que desejam ver em futuras rubricas/posts/videos.
E, a não ser que nos calhe um troll, todos os comentários são bem-vindos até aqueles a discordar connosco, desde que feitos com respeito e fundamentados. Gosto que me desafiem com comentários que me façam pensar. Mesmo que não concorde com o exposto, são esses comentários que, por vezes, acabam por acender luzes no meu cérebro, quando desafiado com uma lógica diferente da minha. 
Sei que há muita gente que lê blogs e vê vídeos e não comenta, por esquecimento ou por achar que o que vai dizer não é relevante....não pensem isso e arrisquem. Faz parte da experiência.

E vocês - fazem conteúdos? O que pensam? Ou, se forem só consumidores, comentam? Já tiveram alguma má experiência neste sentido?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Historiquices Novembro
Maria Antonieta


A rainha mais infame, mais caluniada e mais reconhecível de sempre, pela sua faustosa vida e morte trágica, simbolo de uma era a findar.
Maria Antónia nasceu em 2 de Novembro de 1755, tendo, curiosamente, como padrinhos de baptismo, os reis de Portugal - D. José e D. Mariana Vitoria.
Ela foi a penúltima dos 16 filhos da Imperatriz Maria Teresa de Áustria, que, sendo uma mulher dominante, sempre aterrorizou a sua filha, mesmo à distancia dos milhares de quilómetros que separaram o Hofburg de Versailles.
Com a morte de seu pai, a mãe de Antónia procurou alianças vantajosas para todos os seus filhos e, ela era a peça (ou peão) mais interessante, pois, com o casamento com o Delfim de França, punha-se termo à rivalidade e tensão de séculos, entre estes dois países.
Antónia foi uma criança feliz, muito embora fosse virtualmente ignorada pela sua mãe, sempre ocupada com assuntos de estado, mas tinha uma ama que lhe dava todo o conforto maternal. Mas, os estudos dela foram gravemente negligenciados por essa senhora, deixando-a assim, sem bases sólidas para assumir o seu papel de Delfina de França. 
Com o casamento, chegaram todos os problemas que, um enlace por procuração e entre monarcas tem: o casamento tardou a ser consumado, havia um sentimento anti-austríaco, até por parte do seu esposo e ela nunca foi realmente aceite em França, na corte, como Delfina e mais tarde, como Rainha. Procurou distração do deserto emocional que a rodeava na moda, nos jogos de azar, nos bailes. Mas infelizmente, isso só dispôs mais os inimigos da Coroa contra ela. Mas ela parecia que não se apercebia de nada.

Quando finalmente teve noção, já não havia nada a fazer. Ela cresceu, com os anos, ganhou algum traquejo, mas o mal já estava feito e não era pouco. E de qualquer maneira, naquela época e com o ambiente que se vivia, nem que ela fosse a melhor Rainha do mundo, iria ter exatamente o mesmo final. Foi o fim de uma era, e quando isso acontece, nada se interpõe nesse caminho.

Poder-se-á dizer que a morte de Maria Antonieta foi inevitável, sob muitos aspetos. Ela tanto foi vitima, como provocadora dessa má sorte. Penso que, devido ao clima politico e social vivido na altura, não havia escapatória possível.
Ainda assim é uma Rainha e uma personalidade fascinante e que viveu um dos períodos mais ricos da Historia mundial e que foi o percursor de muitas outras Revoluções, por esse Mundo fora.

Em termos de filmes há este

Livros







Documentários

Biografia do Biography Channel


Kisses da vossa Geek

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Macho Português


Hoje deu-me para um assunto menos livresco e mais mundano.
Pois então, esta espécie autóctone pode ser encontrada pela ruas, jardins e casas deste nosso belo país, mas vou me referir unicamente a uma variante, a que gosta mais de se refugiar nas redes sociais, fazendo dela a plataforma para as suas (supostas) seduções.

Todos os dias, encontramos por essa Internet fora "machos" que, apenas vislumbrem um decote ou uma sombra de biquíni, lá vão eles a correr, uivando como lobos na excitação da caça, pôr o seu like e botar os seus dois cêntimos nos comentários:

"Lindona" "Gata" "Sempre Linda"

e por aí adiante - as variações não são muitas e todas têm o mesmo propósito: fazerem-se notar por aquela fêmea, que, ao pôr uma fotografia, se expôs aos seus olhos. Também serve para uma espécie de apresentação para outro tipo de contactos. Nomeadamente pelas mensagens privadas, onde o teor varia de um convite respeitoso para um café até ao exibicionismo puro e duro, porque ao fim e ao cabo - "elas meteram-se a jeito".
Na mente destes machos de teclado, a fotografia, que eles consideraram ousada (até podia nem ser, mas vamos lá), ela está a pedir "algo". E eles querem imediatamente dar esse "algo".

Isto é uma questão puramente cultural, tal como foi comprovado por uma blogger de literatura, que fez a seguinte experiência: quando publicou três posts, em três dias consecutivos,  com umas fotos mais sugestivas, que nem eram dela - mas com livros na imagem e o post continuava a ter como tema a literatura - recebeu mais likes que nunca. E também, mais propostas indecentes que nunca! Quando voltou às publicações normais, desceu bruscamente o interesse por ela.

Será que o machismo e a objetificação das mulheres não irá parar nunca? Tenho fé nas gerações mais novas, que, tal como o meu filho, estão a ser educados a terem valores diferentes. É esperar para ver. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer até à equidade. E até que esta espécie fique extinta definitivamente. 

E vocês - souberam de  algum exemplo, como o que relatei? Contem-me tudo.

Kisses da vossa Geek

domingo, 15 de outubro de 2017

Projeto literário Um Ano Com a Jodi

Novembro

Uma Melodia Inesperada /Sing You Home



Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, quando parece que este sonho está prestes a realizar-se, a tragédia destrói o seu mundo. Como consequência da perda e do divórcio, Zoe mergulha na carreira como terapeuta musical. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e depois, para surpresa de Zoe, em amor. Quando Zoe começa a pensar de novo em formar família, lembra-se de que ainda há embriões dela e de Max congelados que nunca foram usados.

Este vai ser o livro a ser lido, a partir de dia 1 de Novembro.

Já sabem: quem se quiser juntar, basta comentar aqui, no blog da Isaura ou no canal da Dora.

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Parcerias - o bom, o mau e o vilão


Assunto espinhoso aqui. Se são sensíveis, fechem a janela e dirijam-se ao blog mais próximo, com fotos de gatinhos fofinhos.

Continuaram? Estão por vossa conta e risco. Depois, não digam que não avisei.
Parcerias há muitas e de variadas coisas: livros, maquilhagem, roupa, etc. É só dar um giro por blogs ou pelo Youtube, e encontra-se imenso desses vídeos / posts patrocinados. É uma maneira de as empresas terem um outro tipo de exposição ao mercado, mais acessível de certa maneira, do que pelos meios tradicionais.
A minha questão é: quanto é que essas opiniões são realmente verdadeiras? Será que o facto de o produtor de conteúdo receber os produtos de borla (e algum outro tipo de gratificação, que não se sabe), não vai influenciar a sua opinião acerca desses produtos?
Eu sou uma cética, e acho que há sempre um certo grau - para não dizer em algumas pessoas, imenso - de aliciamento, de parcialidade. Se receberam os produtos de borla, querem continuar a receber, quer dessa empresa, quer de outras, e irão dizer maravilhas, que é excelente, ótimo - não sendo talvez bem essa a realidade do produto / serviço em questão.

Falando no caso específico de livros, penso que há pessoas que se influenciam imenso com as parcerias formadas. Consegue-se ver que há verdadeiros malabarismos de linguagem, para que não soe que estão a dizer mal (no fundo, a dizerem que não gostaram) do livro, mas que soe sim, a positivo, para que os envios das editoras continuem a chegar. Já vi opiniões escritas que diziam uma coisa e o seu contrário, isto do mesmo livro e na mesma opinião. Não fico a perceber nada - com franqueza, não percebo onde é que o blogger / youtuber quer chegar: gostou? Não gostou? Algo soa a falso.
O medo de dizer de frente que não gostaram nada e que, se calhar lhes apetecia mesmo era mandar o livro pela janela fora, é suprimido pelo desejo de continuar a receber livros e mais livros. E no final, para quê? Para ficarem bem vistos? Por quem? E será que nunca ninguém os confronta com algo como " aquilo que recomendas-te é uma porcaria!" ? 

No meio disto tudo, sei quais são os blogs e canais que, tendo parcerias, não se deixam cegar pela "borla" e os quais confio que dão a sua opinião sincera.
Porque isto de opiniões é muito subjetivo, não nos podemos esquecer: o que pode ser excelente para mim, pode ser o lixo para outra pessoa. E vice-versa.

E vocês - são influenciáveis ou céticos?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O problema da Portugalidade


Eu, leitora, me confesso: raros são os livros que leio de autores portugueses. Dos cerca de 50 a 70 livros que leio anualmente, possivelmente não leio 10 de autores nacionais /lusófonos.
O que faz com que isto aconteça? Pela minha parte, tem um pouco que ver com as leituras obrigatórias na escola e com a pouca divulgação que a maioria dos autores portugueses têm.

As leituras obrigatórias fizeram com que associasse os autores portugueses a sentimentos de obrigação, de chatice e aborrecimento mortais. Gostei de Camilo Castelo Branco por exemplo, mas foi caso único. O resto, completei, mas sem senso nenhum de prazer.
A segunda razão para mim, é a mais relevante, pois à parte de uma meia dúzia  - contada pelos dedos - de autores que, de cada vez que editam um livro, é louvores e publicidade por tudo quanto é sitio, os outros nadam num mar de ignomínia. À parte de um curto espaço de tempo logo a seguir à publicação do livro, raramente são lidos, falados ou recomendados. Parece que caíram da face da terra, para não mais serem encontrados. São aqueles que normalmente têm que ter um emprego que lhes pague as contas, e que escrevem por amor à camisola, pois de outra maneira, não escreveriam.
Enquanto que há uns quantos - com mais ou menos mérito, mas isso é discutível - em que se cria uma expectativa quanto à saída de um novo livro, em que os livros são lidos e repassados não sei quantas vezes, outros há em que simplesmente caem no esquecimento. E isso não me parece justo, pois num mercado editorial pequeno como o nosso, não se percebe como é que há autores que têm muita publicidade e outros que passam "debaixo" do radar. É um assunto em que também que as editoras dever-se-iam debruçar, pois afinal são elas que os representam e se não fizerem o seu trabalho em condições, vai-se refletir nas vendas (ou mais, na falta delas).

Quero começar a ler mais autores portugueses, mas fora desse circulo dourado, porque tenho ideia que há muito bom livro para ser lido, só que não é tão conhecido ou popular.
 E vocês? Qual é a vossa opinião? E, já agora, sugestões para este meu propósito?

Kisses da vossa geek

domingo, 24 de setembro de 2017

Historiquices de Outubro

Louisa May Alcott



Louisa nasceu em Filadelfia, no ano de 1832, filha de um filósofo e educador, Amos Alcott e de uma assistente social, Abigail. O seu pai era um transcendentalista, corrente de pensamento e educação que preconizava o alcançar da perfeição e o estar separado da restante sociedade consumista. Para isso, o seu pai deslocou várias vezes a família para comunas independentes, mas foram experiências sempre de curta duração, e de muito stress para toda a família.
Louisa tinha vários irmãos e irmãs e todos, à exceção da mais nova, foram educados em casa. Louisa recebia a sua educação maioritariamente de seu pai, mas também de nomes sonantes como Henry David Thoreau, Nathaniel Hawthorne e da jornalista Margareth Fuller. Pensa-se que a grande inspiração para o seu maior sucesso - Mulherzinhas - vem da sua própria família, nomeadamente as suas várias irmãs.
Como a família estava sempre em risco de pobreza eminente, Louisa desde muito cedo que se empregou como professora, costureira, etc.

Possivelmente, pela sua educação exigente e muito variada, ela sempre foi uma feminista, uma abolicionista - isto antes da guerra civil americana, onde ela trabalhou num hospital de campanha - e defendia o sufrágio feminino. Aliás, foi a primeira mulher a recensear-se para votar, na sua cidade. Nunca teve uma relação amorosa significativa com ninguém, além de um jovem polaco, mas os diários onde ele era mencionado foram apagados. 

Por tudo isto e mais, vamos ler e ver obras desta escritora espantosa - e bastante profícua.

Livros



Filmes

Movie Trailer   Mulherzinhas

Movie Trailer Litle Men

Movie Trailer An Old Fashioned Christmas

Kisses da vossa Geek



Historiquices de Junho

Pearl S. Buck







Uma senhora muito prolifica e com uma mente muito à frente do seu tempo.

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Vídeo

Opinião Norma de Sofi Oksanen






Um livro diferente de tudo o que já li, com uma premissa interessante e brutal.

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Historiquices de Julho

Jane Austen






O mês de Julho foi "tomado" por esta senhora maravilhosa, uma das minhas autoras preferidas.

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Vídeo

Opinião Terra Abençoada de Pearl S. Buck







Um livro que me agradou a todos os níveis.

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Vídeo

Leituras que não me impressionaram





Onde mostro 3 livros, que por acaso peguei de seguida, que não foram do meu agrado.

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Historiquices de Agosto

Cleópatra




Tudo o que li e vi sobre esta figura muito conhecida.

Kisses da vossa Geek
Projeto Outubro Victoriano





Um projeto para o próximo mês, neste vídeo onde mostro o que irei ler durante esse mês.

E vocês - também vão participar?

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Vídeo

Opinião A History of Loneliness de John Boyne




Neste vídeo explico a minha experiência de leitura deste livro fantástico.

Kisses da vossa Geek

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Pessoas tóxicas: expressão da moda


Penso que este foi o ano em que ouvi mais este termo. Seja porque saiu um livro de auto-ajuda e vários artigos neste sentido ou porque este talvez seja o ano de toda a gente se livrar da toxicidade nas suas vidas.
Com sinceridade, já estou meia farta de ouvir por tudo e por nada "livrei-me de pessoas tóxicas "quero estar longe de..."
Antes disto havia, sempre houve e há-de haver pessoas que não nos fazem bem, que não são amigas, que não são mais que conhecimentos que, por vezes, teimamos em manter e tentar aprofundar, mas que no fundo, são vazios, pois para haver real amizade deve ser dos 2 lados - não funciona numa via de sentido único. As pessoas fazem escolhas, todos os dias - falo contigo ou não falo? Estiveste lá para mim, quando estava num momento mau ou não? - e isso é algo que tem que ser avaliado constantemente porque, uma amizade - como tudo na vida - não é uma coisa garantida.
Sempre fiz essas escolhas e nunca me senti impelida a ter que falar ininterruptamente sobre esse assunto. Há coisas que simplesmente não vão acontecer. Uma amizade existe ou não existe. Se tem que haver esforço de alguma das partes para haver, então é porque já não há. E, após fazer as pazes comigo mesma, nem penso mais nisso.

As amizades mudam com fases evolutivas da vida - ida para escolas secundárias diferentes, universidade, casamento, filhos. São tudo situações fraturantes, que reforçam o que é forte e partem o que é fraco. E isso está tudo muito bem. É uma evolução natural da vida ou da relação entre essas pessoas.
Encaro esta situação como não sendo apenas de perda, mas de perda por um lado e ganho no outro. Porque ganhamos novas pessoas na nossa vida, que, com o tempo e avaliação, poderão vir a ser relevantes. Mas a palavra chave é "poderão".
Agora, não façam de algo simples uma bandeira de batalha. Tudo o que é assim falado não tem substância e mais: revela que há assuntos mal resolvidos.
E vocês - o que pensam deste assunto?

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Projeto Um Ano Com a Jodi

Outubro


Uma Questão de Fé

Sinopse

“Em Uma Questão de Fé, Jodi Picoult lança-se uma vez mais numa temática polémica sobre fé, traição, milagres e mistério… mas o fio condutor da narrativa é sempre a força do amor maternal.
Pela segunda vez no seu casamento, Mariah White apanha o marido com outra mulher, e Faith, a filha de ambos, assiste a cada doloroso momento. Após o inevitável divórcio, Mariah luta contra a depressão e Faith começa a conversar com um amigo imaginário. A princípio, Mariah desvaloriza o comportamento da filha, atribuindo-o à imaginação infantil. Mas quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia, a apresentar estigmas e a fazer milagres, Mariah interroga-se se sua filha não estará a falar com Deus. Quase sem se aperceberem, mãe e filha vêem-se no centro de polémicas, perseguidas por crentes e não-crentes e apanhadas num circo mediático que ameaça a pouca estabilidade que lhes resta.”

É este o livro selecionado para Outubro.

Já sabem - quem se quiser juntar à leitura conjunta a começar no dia 1 de Outubro, é só avisar nos comentários.

Kisses da vossa Geek


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Snobismos da literatura



A propósito da recente polémica, entre os editores de duas casas muito conceituadas na nossa praça, apraz-me refletir que a tradição ainda é o que era. Os leitores é que mudaram.

Sempre houve quem apenas lesse as grandes obras, de autores conceituados, de "literatura" séria. Aquelas obras mais obscuras (ou totalmente obscuras), de difícil digestão e que dizemos que são "intelectuais", são o campo preferido de quem, por hábito, apenas procura o que o faça refletir e mudar, enquanto lê. Esse público não lê o que está "na moda", nem sai fora da "caixa": gostam do que gostam, ponto. Procuram obras específicas e não se perdem no mar de novidades que todos os meses inundam as livrarias.
Por outro lado, temos o leitor escapista, que, muito mais que um livro que o faça pensar, ele quer é divertimento, um escape por umas quantas horas. Não importa a escrita, apenas que a história seja "boa", para continuar a virar páginas em ritmo frenético e chegar ao fim com sensação de missão cumprida.


O que esta polémica veio pôr a descoberto é a visão das editoras do seu potencial público. 
Não quero entrar pela via de tomar lados, porque acho que há mercado para tudo, até para o leitor intermédio, como eu, que tanto lê obras de literatura, como, de vez em quando, também tem momentos em que lhe apetece algo de consumo mais rápido, um livro menos denso.

Não me choca que haja editoras direcionadas para cada tipo de leitor, pois assim, sabemos o que contar do catálogo de cada uma.
Mas as editoras não vivem do ar, e, por vezes um título ou autor mais "vendável" é necessário, para manter a editora à tona.  Os princípios e a pureza da arte é uma coisa fantástica, mas, no final do dia, há que pagar aos funcionários.


E vocês - o que pensam deste assunto?

Kisses da vossa Geek


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Demasiados Carnavais?

Utilizo esta expressão tal como também utilizo a "atirar a tudo o que mexe". Significa algo ou alguém que está sempre "lá", sempre presente, participativo e afirmativo. Será que é bom atirar a tudo o que mexe? Ir a todos os Carnavais?

A questão vem a propósito do facto de eu ter um blog com menos de um ano, e um canal ainda com menos tempo que isso, e, ao inicio, o meu primeiro impulso foi de mergulhar em tudo e fazer presença em todas as redes sociais, todos os desafios. Porque estava cheia de adrenalina e porque me apetecia fazer isso mesmo.
Tenho o maior respeito por quem cria projetos - afinal, também eu crio os meus e gosto que participem - mas sabia que iria regressar aos meus padrões normais, mais dia menos dia. Ao fim e ao cabo, acabava por ser demasiado para mim, de tal modo que se impunha a questão: se passava mais tempo online e em todos os desafios, passava menos tempo a ler, ou seja, a ter um eventual conteúdo para a minha página. Mas tudo o que participo é com o maior gosto e prazer. Mas faço-o ao meu ritmo.
Por outro lado, vejo pessoas que estão sempre "lá", sempre responsivos e atentos a tudo, a cumprirem 100 objetivos /desafios ao mesmo tempo. Se for assim que essas pessoas naturalmente são, então, ótimo. Mas quantas delas será que o fazem em "esforço", porque podem pensar que são esquecidas, desprezadas se não forem "a todas"?

Isto é muito importante de refletir, num momento em que cada vez mais se veem problemas de ansiedade e depressões, muitas vezes devido a sobre-exposição a redes sociais. Em que medida é que é demais? Em que medida alguém se pode sentir pressionado a entrar em "todos os Carnavais", não retirando dessa experiência prazer, mas sim pressão?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Reentré = Novos Projetos



Para mim, Setembro cheira sempre a novo. É o meu mês preferido de todo o ano. Quando parece que se abrem possibilidades infinitas. Estou descansada e relaxada das férias, a silly season já passou à história e estou mais que pronta e cheia de vontade de fazer novos projetos. Sempre assim fui, desde os meus tempos de escola, Setembro significa muito mais para mim em termos de renovação e novidade, do que Janeiro.

Maluquices desta minha cabeça à parte, tenho algumas iniciativas em mente. O Historiquices tem vindo a correr muito bem e estou com uma pica imensa, para as senhoras que se seguem.
A par com ele, desenvolvi alguns projetos muito ao meu género, sem timings rigorosos, com continuação por um período indeterminado de tempo. Sem pressas e sem prazos. É como gosto mais, é como me sinto mais motivada e para obrigações de tempo e prazos, já me basta o emprego 8 horas por dia.

Vou, por exemplo, reler favoritos. Tenho saudades e já me andava a prometer este "miminho" há algum tempo. E é esta a hora.
Vou também lançar-me a ler livros mais obscuros, entenda-se que não têm muito hype. Espero encontrar verdadeiras pérolas escondidas, ao mesmo tempo que alargo os meus horizontes, porque, vamos ser francos: lemos muito os mesmos livros, porque nos influenciamos uns aos outros. E isso é bom, mas por vezes faz com que não saiamos dessa "zona de conforto", de livros muito conhecidos e falados. Quero explorar aqueles livros e autores dos quais quase não se ouvem falar.

Vai, portanto,  haver novas rúbricas, quer no blog quer no canal e uma surpresa, que será revelada mais tarde. Estou ansiosa pela vossa opinião e participação.

Kisses da vossa Geek