sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Projeto Um Ano Com a Jodi

Outubro


Uma Questão de Fé

Sinopse

“Em Uma Questão de Fé, Jodi Picoult lança-se uma vez mais numa temática polémica sobre fé, traição, milagres e mistério… mas o fio condutor da narrativa é sempre a força do amor maternal.
Pela segunda vez no seu casamento, Mariah White apanha o marido com outra mulher, e Faith, a filha de ambos, assiste a cada doloroso momento. Após o inevitável divórcio, Mariah luta contra a depressão e Faith começa a conversar com um amigo imaginário. A princípio, Mariah desvaloriza o comportamento da filha, atribuindo-o à imaginação infantil. Mas quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia, a apresentar estigmas e a fazer milagres, Mariah interroga-se se sua filha não estará a falar com Deus. Quase sem se aperceberem, mãe e filha vêem-se no centro de polémicas, perseguidas por crentes e não-crentes e apanhadas num circo mediático que ameaça a pouca estabilidade que lhes resta.”

É este o livro selecionado para Outubro.

Já sabem - quem se quiser juntar à leitura conjunta a começar no dia 1 de Outubro, é só avisar nos comentários.

Kisses da vossa Geek


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Snobismos da literatura



A propósito da recente polémica, entre os editores de duas casas muito conceituadas na nossa praça, apraz-me refletir que a tradição ainda é o que era. Os leitores é que mudaram.

Sempre houve quem apenas lesse as grandes obras, de autores conceituados, de "literatura" séria. Aquelas obras mais obscuras (ou totalmente obscuras), de difícil digestão e que dizemos que são "intelectuais", são o campo preferido de quem, por hábito, apenas procura o que o faça refletir e mudar, enquanto lê. Esse público não lê o que está "na moda", nem sai fora da "caixa": gostam do que gostam, ponto. Procuram obras específicas e não se perdem no mar de novidades que todos os meses inundam as livrarias.
Por outro lado, temos o leitor escapista, que, muito mais que um livro que o faça pensar, ele quer é divertimento, um escape por umas quantas horas. Não importa a escrita, apenas que a história seja "boa", para continuar a virar páginas em ritmo frenético e chegar ao fim com sensação de missão cumprida.


O que esta polémica veio pôr a descoberto é a visão das editoras do seu potencial público. 
Não quero entrar pela via de tomar lados, porque acho que há mercado para tudo, até para o leitor intermédio, como eu, que tanto lê obras de literatura, como, de vez em quando, também tem momentos em que lhe apetece algo de consumo mais rápido, um livro menos denso.

Não me choca que haja editoras direcionadas para cada tipo de leitor, pois assim, sabemos o que contar do catálogo de cada uma.
Mas as editoras não vivem do ar, e, por vezes um título ou autor mais "vendável" é necessário, para manter a editora à tona.  Os princípios e a pureza da arte é uma coisa fantástica, mas, no final do dia, há que pagar aos funcionários.


E vocês - o que pensam deste assunto?

Kisses da vossa Geek


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Demasiados Carnavais?

Utilizo esta expressão tal como também utilizo a "atirar a tudo o que mexe". Significa algo ou alguém que está sempre "lá", sempre presente, participativo e afirmativo. Será que é bom atirar a tudo o que mexe? Ir a todos os Carnavais?

A questão vem a propósito do facto de eu ter um blog com menos de um ano, e um canal ainda com menos tempo que isso, e, ao inicio, o meu primeiro impulso foi de mergulhar em tudo e fazer presença em todas as redes sociais, todos os desafios. Porque estava cheia de adrenalina e porque me apetecia fazer isso mesmo.
Tenho o maior respeito por quem cria projetos - afinal, também eu crio os meus e gosto que participem - mas sabia que iria regressar aos meus padrões normais, mais dia menos dia. Ao fim e ao cabo, acabava por ser demasiado para mim, de tal modo que se impunha a questão: se passava mais tempo online e em todos os desafios, passava menos tempo a ler, ou seja, a ter um eventual conteúdo para a minha página. Mas tudo o que participo é com o maior gosto e prazer. Mas faço-o ao meu ritmo.
Por outro lado, vejo pessoas que estão sempre "lá", sempre responsivos e atentos a tudo, a cumprirem 100 objetivos /desafios ao mesmo tempo. Se for assim que essas pessoas naturalmente são, então, ótimo. Mas quantas delas será que o fazem em "esforço", porque podem pensar que são esquecidas, desprezadas se não forem "a todas"?

Isto é muito importante de refletir, num momento em que cada vez mais se veem problemas de ansiedade e depressões, muitas vezes devido a sobre-exposição a redes sociais. Em que medida é que é demais? Em que medida alguém se pode sentir pressionado a entrar em "todos os Carnavais", não retirando dessa experiência prazer, mas sim pressão?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Reentré = Novos Projetos



Para mim, Setembro cheira sempre a novo. É o meu mês preferido de todo o ano. Quando parece que se abrem possibilidades infinitas. Estou descansada e relaxada das férias, a silly season já passou à história e estou mais que pronta e cheia de vontade de fazer novos projetos. Sempre assim fui, desde os meus tempos de escola, Setembro significa muito mais para mim em termos de renovação e novidade, do que Janeiro.

Maluquices desta minha cabeça à parte, tenho algumas iniciativas em mente. O Historiquices tem vindo a correr muito bem e estou com uma pica imensa, para as senhoras que se seguem.
A par com ele, desenvolvi alguns projetos muito ao meu género, sem timings rigorosos, com continuação por um período indeterminado de tempo. Sem pressas e sem prazos. É como gosto mais, é como me sinto mais motivada e para obrigações de tempo e prazos, já me basta o emprego 8 horas por dia.

Vou, por exemplo, reler favoritos. Tenho saudades e já me andava a prometer este "miminho" há algum tempo. E é esta a hora.
Vou também lançar-me a ler livros mais obscuros, entenda-se que não têm muito hype. Espero encontrar verdadeiras pérolas escondidas, ao mesmo tempo que alargo os meus horizontes, porque, vamos ser francos: lemos muito os mesmos livros, porque nos influenciamos uns aos outros. E isso é bom, mas por vezes faz com que não saiamos dessa "zona de conforto", de livros muito conhecidos e falados. Quero explorar aqueles livros e autores dos quais quase não se ouvem falar.

Vai, portanto,  haver novas rúbricas, quer no blog quer no canal e uma surpresa, que será revelada mais tarde. Estou ansiosa pela vossa opinião e participação.

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Historiquices de Setembro


Agatha Christie
Para a reentré, uma senhora muito especial e rainha do crime em todo o mundo. Falo de Agatha Christie, a escritora mais reconhecida  e uma das mais prolíficas, mundialmente.
Agatha nasceu em Devon, em 1890, filha de pai americano e mãe inglesa, sendo a terceira criança do casal. Em 1896, a família muda-se toda para França e Agatha recebe toda a sua educação em casa, através de tutores e professores particulares. Aos 16 anos ingressou numa escola em Paris, sitio para onde iam todas as meninas bem nascidas e que desejavam receber uma educação mais formal. Ela saiu como uma excelente cantora e pianista.
Parecia tudo encaminhado para uma vida feita de festas e champanhe? Nem por isso. Ela conhece o seu primeiro marido, Archibald Christie e logo estala a I Guerra Mundial. Ele, sendo Coronel da Força Aérea Britânica vai imediatamente para frente e, a ela, durante a Guerra, é-lhe dado um trabalho muito proveitoso: enfermeira voluntária num hospital, imaginem onde? Na farmácia. Onde tinha acesso a todos os venenos. Ela própria confessa que foi esse trabalho que inspirou muitos enredos de livros.
Depois, vem a parte da vida dela que mais parece saída de um dos seus livros. Após o pedido de divórcio de seu marido, ela desaparece de casa, estando em parte incerta durante 11 dias. São feitas buscas inclusive de avião, coisa que nunca antes tinha acontecido. Ela é encontrada num hotel, com um nome falso e alegando uma amnésia. Nunca foi explicado o que realmente aconteceu, mas pensa-se que foi uma vingança do marido. Mas, até hoje, o mistério perdura...

Mesmo após o divórcio mantém o nome Agatha Christie, pois já na altura era uma escritora publicada e consagrada e, passado um tempo, casa com Max Mallowan, arqueólogo, o que fez com que ela viajasse muito ao longo dos restantes anos de vida e adquirisse conhecimentos em variadas áreas relacionadas, o que lhe permitiu escrever livros como Morte na Mesopotâmia e Morte No Nilo.
Não preciso de fazer uma lista exaustiva de seus livros e respetivas adaptações, pois eles são muitos e estão todos acessíveis em língua portuguesa.
Em termos de leituras, irei apenas destacar os de não ficção, dos quais eu irei ler um.

Livros




Documentário

Documentário de 2013 da ITV com a participação de David Suchet e o neto de Agatha Christie

Documentário biográfico Agatha Christie´s Garden

Kisses da vossa Geek