sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Historiquices de Setembro


Agatha Christie
Para a reentré, uma senhora muito especial e rainha do crime em todo o mundo. Falo de Agatha Christie, a escritora mais reconhecida  e uma das mais prolíficas, mundialmente.
Agatha nasceu em Devon, em 1890, filha de pai americano e mãe inglesa, sendo a terceira criança do casal. Em 1896, a família muda-se toda para França e Agatha recebe toda a sua educação em casa, através de tutores e professores particulares. Aos 16 anos ingressou numa escola em Paris, sitio para onde iam todas as meninas bem nascidas e que desejavam receber uma educação mais formal. Ela saiu como uma excelente cantora e pianista.
Parecia tudo encaminhado para uma vida feita de festas e champanhe? Nem por isso. Ela conhece o seu primeiro marido, Archibald Christie e logo estala a I Guerra Mundial. Ele, sendo Coronel da Força Aérea Britânica vai imediatamente para frente e, a ela, durante a Guerra, é-lhe dado um trabalho muito proveitoso: enfermeira voluntária num hospital, imaginem onde? Na farmácia. Onde tinha acesso a todos os venenos. Ela própria confessa que foi esse trabalho que inspirou muitos enredos de livros.
Depois, vem a parte da vida dela que mais parece saída de um dos seus livros. Após o pedido de divórcio de seu marido, ela desaparece de casa, estando em parte incerta durante 11 dias. São feitas buscas inclusive de avião, coisa que nunca antes tinha acontecido. Ela é encontrada num hotel, com um nome falso e alegando uma amnésia. Nunca foi explicado o que realmente aconteceu, mas pensa-se que foi uma vingança do marido. Mas, até hoje, o mistério perdura...

Mesmo após o divórcio mantém o nome Agatha Christie, pois já na altura era uma escritora publicada e consagrada e, passado um tempo, casa com Max Mallowan, arqueólogo, o que fez com que ela viajasse muito ao longo dos restantes anos de vida e adquirisse conhecimentos em variadas áreas relacionadas, o que lhe permitiu escrever livros como Morte na Mesopotâmia e Morte No Nilo.
Não preciso de fazer uma lista exaustiva de seus livros e respetivas adaptações, pois eles são muitos e estão todos acessíveis em língua portuguesa.
Em termos de leituras, irei apenas destacar os de não ficção, dos quais eu irei ler um.

Livros




Documentário

Documentário de 2013 da ITV com a participação de David Suchet e o neto de Agatha Christie

Documentário biográfico Agatha Christie´s Garden

Kisses da vossa Geek

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Projeto Um Ano Com a Jodi


O Poder das Pequenas Coisas (Small Great Things)



Sinopse

Ruth Jefferson é uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência. Um dia, durante o seu turno, começa uma avaliação de rotina a um recém-nascido. Minutos depois é informada de que lhe foi atribuído outro paciente. Os pais do bebé são supremacistas brancos e não querem que Ruth, afro-americana, toque no seu filho. O hospital acede a esta exigência, mas no dia seguinte o bebé enfrenta complicações cardíacas. Ruth está sozinha na enfermaria. Deve ela cumprir as ordens que lhe foram dadas ou intervir? O que se segue altera a vida de todos os intervenientes e põe em causa a imagem que têm uns dos outros.

Aqui está a escolha para a leitura de Setembro. Espero que gostem e  que se juntem a nós, em mais uma leitura polémica, no mínimo.

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

As Minhas Fitas #4

Hoje vou falar do filme baseado no meu livro favorito de sempre

Feira de Vaidades

Antes de mais, a BBC fez uma mini-série - tal como com Orgulho e Preconceito - que cheguei a ver num canal de cabo, há muitos anos atrás, e essa sim - era fiel ao ritmo do livro, do principio ao fim.
Este filme é muito aproximado, embora com algumas alterações, não muito significativas. E dentro do filme - para quem não leu - a historia tem cadência e é credível.

Para quem não sabe o enredo, esta é a história de ascensão e queda de Rebecca Sharp, uma órfã muito dona do seu nariz e muito determinada a subir na vida, deixando a pobreza com que se debateu desde a infância, para trás. Ela faz amizade com Amelia Sedley, de uma família de comerciantes, portanto muito mal vistos pela sociedade inglesa - novos-ricos -  não havia epítome pior que esse! Ela forma uma amizade com essa menina, da sua idade, para poder ter acesso à sociedade elegante, e, nomeadamente, ao irmão solteirão de Amelia, o Joseph.


Mas o noivo de Amelia, o orgulhoso George Osbourne, não quer uma simples preceptora - pois era essa a profissão que Rebecca ia começar a exercer - como cunhada e consegue desfazer o namoro incipiente.
Becky, como é uma rapariga cheia de recursos, inteligência e que nunca se deixa abater, consegue-se fazer notar pela tia solteirona, da familia para onde ela vai trabalhar, os Crawleys. E a história dela começa mais ou menos aí.
A Reese Witherspoon encarnou muito bem a personagem badass da Becky, que é a minha personagem ficcional preferida. Ela é atrevida, ambiciosa, com um jogo de cintura tremendo. E ela conseguiu passar tudo isso para o écran. Até o facto de estar grávida, à altura das filmagens, foi incorporado no filme.

O James Purefoy fez um bem disposto e magnânimo Rawdon Crawley e o Jonathan Rhys-Myers fez um George Osbourne bem orgulhoso e altivo, tal como no livro. Poderia mencionar o resto do cast, mas seria cansativo. Todos estiveram à altura, embora o "Velho"  Dobbin não fosse tão trapalhão, como no livro.

Este é um filme realizado por Mira Nair, o que garante uma riqueza visual em termos de cores fortes: os vermelhos profundos, os amarelos bem marcados, os azuis a perder de vista; também a riqueza do guarda-roupa onde não faltam os brocados, as sedas, os veludos e as rendas. 

Os cenários são lindos e muito bem reconstituidos, ressalvando a batalha de Waterloo e a fuga dos ingleses de Bruxelas, uma vez estalada a batalha. Muito bem feita e muito real.

A crítica social implícita neste filme é bastante acutilante: quem vivia nos extractos mais elevados da sociedade não queria saber de quem vivia abaixo de si, nem sequer reconheciam a sua existência.
A luta desesperada por subir na "escada social", para ter acesso "àquele" baile naquela casa, daquela pessoa muito específica e "bem", é algo recorrente, e que, ao fim destes anos todos, não passou de moda.
O ser humano continua sempre em busca de algo mais na sua vida, muitas vezes não se apercebendo que se perde pelo caminho, que perde de vista pessoas e acontecimentos mais importantes. Sempre em busca do reconhecimento dos outros, sendo esses outros, pessoas ou grupos que ele considera de sumária importância.

Para quem não quiser enfrentar o "monstro" de mais de 800 páginas, pode encontrar neste filme uma boa representação do livro.

E vocês, já viram este filme? O que acharam?

Kisses da vossa Geek
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Hoje dei comigo a pensar num assunto, que tem andado a remoer na minha cabeça. E tem que ver com criatividade.
Neste mundo de blogs e de Youtube - ou Booktube, para o meu caso específico - tenho vindo a encontrar algumas vozes de descontentamento, acusando-se mutuamente de "falta de criatividade, de imaginação, copiões!". Palavras fortes sem dúvida, mas quanto de verdade estará no fundo dessas alegações?

O formato que idealizei para canal e afins, já foi criado e recriado centos de vezes. Vale o mesmo para o formato dos posts, a estrutura do blog e vídeos para o canal. E sabem que mais? Acho complicado aparecerem formatos 100% inovadores, sem ser aqueles, de que tristemente temos noticia: pessoas que fazem de um tudo, inclusivamente pôr a sua vida em risco, para ter algo absolutamente original. Porque isto de blogosfera já existe há muitos anos e nós já apanhámos o comboio em andamento.
Vamos buscar inspiração aos nossos blogs e canais favoritos. Pegamos nos formatos que mais gostamos e damos o nosso cunho pessoal; mas o formato base, esse já existe previamente, só não sabemos quem foi a primeira pessoa a fazê-lo.

Tendo o que escrevi acima em mente, então, seremos todos cópias? Não! Pelo simples facto de que se pode sempre abordar um tema de um outro ângulo, dar voz a uma opinião mais contracorrente, explorar temas pouco falados e discutidos. Como este. E sermos "nós" mesmos, sem filtros, sem hipocrisias nem falsos vedetismos, que fazem com que se grite "copiaste" a cada 5 segundos.
De cada vez que oiço alguém queixar-se que foram copiar isto ou aquilo do seu blog ou canal, o meu pensamento imediato é "e será que podes atirar pedras para ar, sem risco de que te caiam em cima?" Há espaço para todos e público para todos. Sem ninguém se atropelar e sem protagonismos ocos.
Porque, afinal, isto é um hobby, um escape, uma maneira de ocuparmos os nossos tempos livres com algo que adoramos. E não uma guerra aberta contra o mundo, deitando abaixo tudo e todos por pura megalomania ou como eu costumo dizer - mania da perseguição.
Digam-me o que pensam deste assunto.
Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O balanço de 2017 até agora


Penso que já venho um pouco fora da hora, mas nunca é tarde para fazermos uma reflexão rápida de como o ano tem corrido até agora, em termos de livros lidos.
Noto que estes 7 meses e cerca de 50 livros lidos, têm sido de descoberta de novos autores e géneros, de muitas mulheres lidas, e de classificações bem generosas. Não porque tenha problemas em dar notas baixas, mas porque simplesmente este ano não tenho tido muitas más experiências nas minhas leituras. Quanto mais o tempo passa e mais livros leio, melhor sei escolher, à partida, o que gosto e rejeitar o que, hipoteticamente, não irei gostar. Nisso, poupo tempo e dinheiro, que são sempre dois bens muito escassos. Com isto não quer dizer que leia sempre dentro do mesmo género, até porque gosto de variar, mas instintivamente, quando pego num livro e me informo sobre ele, sei logo se irei pegar e gostar ou, se não vai valer a pena o meu tempo.

Cada vez gosto mais de ler clássicos e vencedores de prémios literários - por alguma razão, estes livros são destacados quer pela sua intemporalidade quer pela sua relevância. Durante algum tempo eu e os clássicos andámos afastados, por nada em especial, só não eram as leituras que estava a precisar na altura.
Em termos de aquisições, este ano tenho estado bem mais controlada, adquirindo apenas os livros que realmente quero ler num futuro próximo e também os que fazem parte do meu projeto #historiquices, que me tem dado uma satisfação imensa de fazer e orgulho, de ver que tanta gente tem aderido e tem descoberto grandes leituras através dele.
Para os restantes meses que faltam para o final do ano, pretendo continuar a adquirir só o que é relevante para os meus projetos já em andamento e alguns futuros, que mais tarde irei falar na ocasião devida - e sim: vai haver projetos novos brevemente! Quero abater mais a quantidade de livros nas minhas estantes e, claro, fazer grandes leituras, sempre.
E vocês? Como tem corrido o ano de 2017 até agora?
Kisses da vossa Geek