sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Historiquices de Setembro


Agatha Christie
Para a reentré, uma senhora muito especial e rainha do crime em todo o mundo. Falo de Agatha Christie, a escritora mais reconhecida  e uma das mais prolíficas, mundialmente.
Agatha nasceu em Devon, em 1890, filha de pai americano e mãe inglesa, sendo a terceira criança do casal. Em 1896, a família muda-se toda para França e Agatha recebe toda a sua educação em casa, através de tutores e professores particulares. Aos 16 anos ingressou numa escola em Paris, sitio para onde iam todas as meninas bem nascidas e que desejavam receber uma educação mais formal. Ela saiu como uma excelente cantora e pianista.
Parecia tudo encaminhado para uma vida feita de festas e champanhe? Nem por isso. Ela conhece o seu primeiro marido, Archibald Christie e logo estala a I Guerra Mundial. Ele, sendo Coronel da Força Aérea Britânica vai imediatamente para frente e, a ela, durante a Guerra, é-lhe dado um trabalho muito proveitoso: enfermeira voluntária num hospital, imaginem onde? Na farmácia. Onde tinha acesso a todos os venenos. Ela própria confessa que foi esse trabalho que inspirou muitos enredos de livros.
Depois, vem a parte da vida dela que mais parece saída de um dos seus livros. Após o pedido de divórcio de seu marido, ela desaparece de casa, estando em parte incerta durante 11 dias. São feitas buscas inclusive de avião, coisa que nunca antes tinha acontecido. Ela é encontrada num hotel, com um nome falso e alegando uma amnésia. Nunca foi explicado o que realmente aconteceu, mas pensa-se que foi uma vingança do marido. Mas, até hoje, o mistério perdura...

Mesmo após o divórcio mantém o nome Agatha Christie, pois já na altura era uma escritora publicada e consagrada e, passado um tempo, casa com Max Mallowan, arqueólogo, o que fez com que ela viajasse muito ao longo dos restantes anos de vida e adquirisse conhecimentos em variadas áreas relacionadas, o que lhe permitiu escrever livros como Morte na Mesopotâmia e Morte No Nilo.
Não preciso de fazer uma lista exaustiva de seus livros e respetivas adaptações, pois eles são muitos e estão todos acessíveis em língua portuguesa.
Em termos de leituras, irei apenas destacar os de não ficção, dos quais eu irei ler um.

Livros




Documentário

Documentário de 2013 da ITV com a participação de David Suchet e o neto de Agatha Christie

Documentário biográfico Agatha Christie´s Garden

Kisses da vossa Geek

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Projeto Um Ano Com a Jodi


O Poder das Pequenas Coisas (Small Great Things)



Sinopse

Ruth Jefferson é uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência. Um dia, durante o seu turno, começa uma avaliação de rotina a um recém-nascido. Minutos depois é informada de que lhe foi atribuído outro paciente. Os pais do bebé são supremacistas brancos e não querem que Ruth, afro-americana, toque no seu filho. O hospital acede a esta exigência, mas no dia seguinte o bebé enfrenta complicações cardíacas. Ruth está sozinha na enfermaria. Deve ela cumprir as ordens que lhe foram dadas ou intervir? O que se segue altera a vida de todos os intervenientes e põe em causa a imagem que têm uns dos outros.

Aqui está a escolha para a leitura de Setembro. Espero que gostem e  que se juntem a nós, em mais uma leitura polémica, no mínimo.

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

As Minhas Fitas #4

Hoje vou falar do filme baseado no meu livro favorito de sempre

Feira de Vaidades

Antes de mais, a BBC fez uma mini-série - tal como com Orgulho e Preconceito - que cheguei a ver num canal de cabo, há muitos anos atrás, e essa sim - era fiel ao ritmo do livro, do principio ao fim.
Este filme é muito aproximado, embora com algumas alterações, não muito significativas. E dentro do filme - para quem não leu - a historia tem cadência e é credível.

Para quem não sabe o enredo, esta é a história de ascensão e queda de Rebecca Sharp, uma órfã muito dona do seu nariz e muito determinada a subir na vida, deixando a pobreza com que se debateu desde a infância, para trás. Ela faz amizade com Amelia Sedley, de uma família de comerciantes, portanto muito mal vistos pela sociedade inglesa - novos-ricos -  não havia epítome pior que esse! Ela forma uma amizade com essa menina, da sua idade, para poder ter acesso à sociedade elegante, e, nomeadamente, ao irmão solteirão de Amelia, o Joseph.


Mas o noivo de Amelia, o orgulhoso George Osbourne, não quer uma simples preceptora - pois era essa a profissão que Rebecca ia começar a exercer - como cunhada e consegue desfazer o namoro incipiente.
Becky, como é uma rapariga cheia de recursos, inteligência e que nunca se deixa abater, consegue-se fazer notar pela tia solteirona, da familia para onde ela vai trabalhar, os Crawleys. E a história dela começa mais ou menos aí.
A Reese Witherspoon encarnou muito bem a personagem badass da Becky, que é a minha personagem ficcional preferida. Ela é atrevida, ambiciosa, com um jogo de cintura tremendo. E ela conseguiu passar tudo isso para o écran. Até o facto de estar grávida, à altura das filmagens, foi incorporado no filme.

O James Purefoy fez um bem disposto e magnânimo Rawdon Crawley e o Jonathan Rhys-Myers fez um George Osbourne bem orgulhoso e altivo, tal como no livro. Poderia mencionar o resto do cast, mas seria cansativo. Todos estiveram à altura, embora o "Velho"  Dobbin não fosse tão trapalhão, como no livro.

Este é um filme realizado por Mira Nair, o que garante uma riqueza visual em termos de cores fortes: os vermelhos profundos, os amarelos bem marcados, os azuis a perder de vista; também a riqueza do guarda-roupa onde não faltam os brocados, as sedas, os veludos e as rendas. 

Os cenários são lindos e muito bem reconstituidos, ressalvando a batalha de Waterloo e a fuga dos ingleses de Bruxelas, uma vez estalada a batalha. Muito bem feita e muito real.

A crítica social implícita neste filme é bastante acutilante: quem vivia nos extractos mais elevados da sociedade não queria saber de quem vivia abaixo de si, nem sequer reconheciam a sua existência.
A luta desesperada por subir na "escada social", para ter acesso "àquele" baile naquela casa, daquela pessoa muito específica e "bem", é algo recorrente, e que, ao fim destes anos todos, não passou de moda.
O ser humano continua sempre em busca de algo mais na sua vida, muitas vezes não se apercebendo que se perde pelo caminho, que perde de vista pessoas e acontecimentos mais importantes. Sempre em busca do reconhecimento dos outros, sendo esses outros, pessoas ou grupos que ele considera de sumária importância.

Para quem não quiser enfrentar o "monstro" de mais de 800 páginas, pode encontrar neste filme uma boa representação do livro.

E vocês, já viram este filme? O que acharam?

Kisses da vossa Geek
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Hoje dei comigo a pensar num assunto, que tem andado a remoer na minha cabeça. E tem que ver com criatividade.
Neste mundo de blogs e de Youtube - ou Booktube, para o meu caso específico - tenho vindo a encontrar algumas vozes de descontentamento, acusando-se mutuamente de "falta de criatividade, de imaginação, copiões!". Palavras fortes sem dúvida, mas quanto de verdade estará no fundo dessas alegações?

O formato que idealizei para canal e afins, já foi criado e recriado centos de vezes. Vale o mesmo para o formato dos posts, a estrutura do blog e vídeos para o canal. E sabem que mais? Acho complicado aparecerem formatos 100% inovadores, sem ser aqueles, de que tristemente temos noticia: pessoas que fazem de um tudo, inclusivamente pôr a sua vida em risco, para ter algo absolutamente original. Porque isto de blogosfera já existe há muitos anos e nós já apanhámos o comboio em andamento.
Vamos buscar inspiração aos nossos blogs e canais favoritos. Pegamos nos formatos que mais gostamos e damos o nosso cunho pessoal; mas o formato base, esse já existe previamente, só não sabemos quem foi a primeira pessoa a fazê-lo.

Tendo o que escrevi acima em mente, então, seremos todos cópias? Não! Pelo simples facto de que se pode sempre abordar um tema de um outro ângulo, dar voz a uma opinião mais contracorrente, explorar temas pouco falados e discutidos. Como este. E sermos "nós" mesmos, sem filtros, sem hipocrisias nem falsos vedetismos, que fazem com que se grite "copiaste" a cada 5 segundos.
De cada vez que oiço alguém queixar-se que foram copiar isto ou aquilo do seu blog ou canal, o meu pensamento imediato é "e será que podes atirar pedras para ar, sem risco de que te caiam em cima?" Há espaço para todos e público para todos. Sem ninguém se atropelar e sem protagonismos ocos.
Porque, afinal, isto é um hobby, um escape, uma maneira de ocuparmos os nossos tempos livres com algo que adoramos. E não uma guerra aberta contra o mundo, deitando abaixo tudo e todos por pura megalomania ou como eu costumo dizer - mania da perseguição.
Digam-me o que pensam deste assunto.
Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O balanço de 2017 até agora


Penso que já venho um pouco fora da hora, mas nunca é tarde para fazermos uma reflexão rápida de como o ano tem corrido até agora, em termos de livros lidos.
Noto que estes 7 meses e cerca de 50 livros lidos, têm sido de descoberta de novos autores e géneros, de muitas mulheres lidas, e de classificações bem generosas. Não porque tenha problemas em dar notas baixas, mas porque simplesmente este ano não tenho tido muitas más experiências nas minhas leituras. Quanto mais o tempo passa e mais livros leio, melhor sei escolher, à partida, o que gosto e rejeitar o que, hipoteticamente, não irei gostar. Nisso, poupo tempo e dinheiro, que são sempre dois bens muito escassos. Com isto não quer dizer que leia sempre dentro do mesmo género, até porque gosto de variar, mas instintivamente, quando pego num livro e me informo sobre ele, sei logo se irei pegar e gostar ou, se não vai valer a pena o meu tempo.

Cada vez gosto mais de ler clássicos e vencedores de prémios literários - por alguma razão, estes livros são destacados quer pela sua intemporalidade quer pela sua relevância. Durante algum tempo eu e os clássicos andámos afastados, por nada em especial, só não eram as leituras que estava a precisar na altura.
Em termos de aquisições, este ano tenho estado bem mais controlada, adquirindo apenas os livros que realmente quero ler num futuro próximo e também os que fazem parte do meu projeto #historiquices, que me tem dado uma satisfação imensa de fazer e orgulho, de ver que tanta gente tem aderido e tem descoberto grandes leituras através dele.
Para os restantes meses que faltam para o final do ano, pretendo continuar a adquirir só o que é relevante para os meus projetos já em andamento e alguns futuros, que mais tarde irei falar na ocasião devida - e sim: vai haver projetos novos brevemente! Quero abater mais a quantidade de livros nas minhas estantes e, claro, fazer grandes leituras, sempre.
E vocês? Como tem corrido o ano de 2017 até agora?
Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Historiquices de Agosto

Cleópatra

Qual é a primeira coisa que me ocorre ao ouvir este nome? Inteligência, astúcia, sedução e morte.
No mês em que passam mais de dois milénios sobre a morte desta figura mítica, vale a pena refletir sobre a imensidão de papéis que assumiu.

Cleópatra foi a última faraó da dinastia Ptolemaica, fundada pelo General Ptolomeu, pertencente aos exércitos de Alexandre, O Grande. Esta dinastia acabou com ela e, com esta morte, acabou também a independência do Egipto em relação a Roma. Portanto, Cleópatra era de ascendência grega ou macedónia.
Por tradição, foi casada com dois dos seus irmãos, os quais assassinou para poder exercer o poder sozinha. O mito de ela ter chegado enrolada num tapete é um facto real. A sua irmã Arsínoe tinha-a perseguido para o deserto, apoderando-se do poder e este foi o estratagema escolhido, para ela poder entrar no próprio palácio, e colocar-se à mercê de Júlio Cesar, já com intuito de se tornarem amantes.
O resto da história é mais ou menos conhecido: a ida dela para Roma, o assassinato de Júlio Cesar e a consequente fuga para o Egipto, a sua relação com Marco António e o seu suicídio, como Rainha do Egipto. Tudo isto sempre em busca de tornar o seu país independente de Roma, deixando assim de pagar avultados tributos e até ganhar novas terras.
O que pouco se fala, é que Cleópatra era uma mulher da Renascença, muito tempo antes de haver esse conceito. Ela falava 10 línguas, tinha tutores gregos que lhe ensinavam filosofia, matemática, retórica, história e isto tudo na fabulosa biblioteca de Alexandria, infelizmente desaparecida.
Ela não se vergava a nada nem a ninguém e fez o seu próprio destino. E morreu por ele. O que não se pode negar é que, já nesta civilização tão longínqua havia certos direitos para as mulheres, que só se voltaram a ter no século XX, no mundo ocidental: o divórcio e o direito à propriedade.

Livros




















Filmes


Série

Documentários




Kisses da vossa Geek

terça-feira, 18 de julho de 2017

Projeto 1 ano com a Jodi

Opinião
Compaixão

Este foi o livro eleito para o arranque deste projeto, que consiste em todos os meses, ler conjuntamente um livro designado por mim, pela Dora e pela Isaura.

E...é certo que demorei muito a fazer a opinião. E porquê? Porque este livro não me agradou nem um pouco.
Este blogue não é só para cantar loas a coisas boas: também serve para eu dar largas ao que não gostei e este livro, realmente, não gostei nada.

Fiquei a saber durante a leitura conjunta, com as outras meninas, que este tinha sido um dos primeiros livros a serem escritos pela autora. E nota-se. Muito. O estilo de escrita e o tipo de abordagem aos temas, que me habituei apenas com um livro - No Seu Mundo - parece a quilómetros de distância deste Compaixão, que a tempos me pareceu um Outlander re-mastigado, a tempos pareceu um romance de cordel dos antigos e no geral muito pouco se salvou neste livro.
O Cameron é o xerife/chefe de clã da cidade de Wheelock, sitio onde praticamente todos são primos e aparentados uns dos outros e vê-se a braços com a situação de um primo, que alegadamente matou a sua esposa, por esta lhe ter pedido, pois estava  nas fases terminais de um cancro incurável.

Esta premissa assim descrita, parece garantia de uma leitura cheia daquilo que a Jodi Picoult é boa: assuntos atuais e controversos, onde ela dá bastantes informações e nos leva a pensar "e se fosse comigo?", de modo que parti para esta leitura a pensar no tema tão atual quanto a eutanásia. Mas estava errada.
A parte interessante do conflito é passada virtualmente para 2º plano, pois começa a haver um romance que se torna central, e que vai retirar importância a este assunto.
Não houve uma real reflexão no impacto que o cancro tem nos elementos do casal nem na sociedade, no que eutanásia implica quer para quem morre, quer para quem fica - nada.
O que tive de sobra foi machismo, subserviência feminina, clichés dos maus e uma vontade enorme de mandar o livro à parede. Acima de tudo, foi mais um romance romântico, que não sou fã, do que um romance que me fizesse pensar ou aprender algo.

E vocês, já leram? Querem ler? O que acharam, se já leram?

Kisses da vossa Geek


sábado, 15 de julho de 2017


Projeto Um Ano Com a Jodi

Livro para Agosto


Sinopse:
Quando Willow, filha de Charlotte e Sean O’Keefe, nasce com osteogénese imperfeita (uma forma grave de fragilidade óssea), os pais assumem que a criança terá uma vida de dor e incapacidade perante a perspetiva de poder sofrer várias fraturas com o avançar da idade devido à doença.

A família tem enormes dificuldades para fazer frente às despesas mensais por causa dos altos gastos médicos, e Charlotte acha que encontrou uma solução para o problema : Ela pode processar o obstetra por negligência – por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar, o que garantiria uma indemnização e Willow teria assim uma atenção útil para toda a vida.
Mas isso significa que Charlotte terá que explicar diante do tribunal que teria abortado se soubesse com antecedência da deficiência de sua filha, palavras que o seu marido não suportaria ouvir, estando também em causa uma profunda amizade que Charlotte nutre pela obstetra que acompanhou a sua gravidez.



Já temos o eleito para o mês de Agosto. Quem se juntará a nós? Deixem os vossos comentários em baixo.

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O que aprendi com os Nórdicos
(em termos de policiais)
Aqui estou a incluir livros, filmes e séries, que há muitas e boas.

Todos, ou quase todos de nós, fomos contagiados com a "febre" do policial nórdico. Geralmente considerados mais hard-core, mais nus e crus, mais twisted do que os grandes escritores de policiais de qualquer outra nação - sendo que apenas me posso referir a ingleses e norte-americanos.

Aqui vão algumas coisas que parecem recorrentes nos livros, séries e filmes.

-A representação das mulheres. Tremendamente sexista e algo estereotipada: ou são amazonas misfits como a Lisbeth Salander, que, convenhamos, é uma heroína de mão cheia, ou então são uns pobres seres dependentes, manipuláveis e muitas vezes  malévolos.

-As crianças. As crianças são muito negligenciadas, pouco acarinhadas, alvo de muitos abusos. Também são um pouco frios com elas, embora isso apenas se possa dever a uma diferença cultural entre povos do norte e povos mediterrânicos.

-O terror está dentro de casa. Normalmente será nas casas e nas famílias mais integradas, onde há mais esqueletos e mais situações de pôr os cabelos em pé. Ou não! Por vezes, a família desestruturada é mesmo aquilo que aparenta ser, sem um elemento redentor, o que me leva ao ponto seguinte.

-Não há assassino da motosserra aqui. O que vemos na maioria dos livros, na América, é serial-killers vindos do nada, para a esquerda e para a direita. Aqui, é mais a pessoa dita comum, mas com uma bagagem enorme a nível psicológico, que faz os estragos todos.

-Há sempre uma personagem permanente. Por norma são criadas séries em torno de uma personagem, que se vai mantendo ao longo de todos os livros e que o autor lhe cria uma vida, que vai evoluindo ao longo da série.

-Vários enredos convergentes. As histórias como que soltas ao início, e as quais temos dificuldade em acompanhar, vão todas convergir em algum ponto da narrativa e serem complementares do enredo (homicídio) principal.

-Café! A Rodos. Nunca falta esta bebida em todas as páginas. Até dá tremores só ao ler.

Com tudo isto, tenho que dizer que sou fã assumida de policial nórdico e que me espantam sempre, tal como sou fã de várias séries e filmes.

São estes os aspetos que mais me chamam à atenção quando falamos em "policial nórdico". E vocês? O que associam?

Kisses da vossa Geek

terça-feira, 11 de julho de 2017

Wrap Up Cinematona
Mais uma Cinematona, mais uns filmezinhos vistos. É certo que nunca vejo as categorias todas, mas é sempre divertido participar.

Vamos à contagem, que é curta.

Categoria 1 - Filme com temática LGBTQIA+

Este filme foi lindo de ver quer a nível visual, quer a nível de interpretações. Cheio de classe, tal como não podia faltar ao Tom Ford. Conta, basicamente uma história de amor e perda e como se ficam a sentir quem fica para trás, a viver. Colin Firth e Julianne Moore irrepreensíveis.

Categoria 4 - Filme com uma família disfuncional

Vi este filme para ver a Jane Fonda e não me desiludiu nada. É uma senhora com "S" maiúsculo. Uma família normalíssima, com os seus quês muito próprios, com situações que me puseram a chorar de tanto rir e que acabou plausivelmente - sem happy end hollywoodesco, o que me agradou imenso.

Categoria 5 - Filme Adaptado de um livro

Já queria ver este filme e ler o livro há imenso tempo e não desiludiu nada, embora a Carey Mulligan, por vezes, ter uma expressão pétrea (pouco expressiva), mas...é a época vitoriana, não se podia ser muito expansivo. Nota-se que há muito mais no livro que não coube nas mais de 2 horas de filme, mas aguçou-me a curiosidade para ler Thomas Hardy, em especial Tess dos Ubervilles.

Categoria 9 - Filme Europeu

Finalmente vi este grande filme. Maior ainda por ter sido retirado de uma história verídica. Teve partes de pura loucura, diversão, riso e outras de introspeção. Muito bem equilibradas estas partes e com uma mensagem muito forte.

Foram 4 filmes muito bons, que valeram a pena. Vi dentro do meu ritmo habitual, que é cerca de um filme por semana. E vocês, também participaram? O que viram? Contem-me tudo.

Kisses da vossa Geek

terça-feira, 20 de junho de 2017

Historiquices de Julho


Jane Austen
Pois bem, neste mês de muito calor, nada melhor que mergulhar de cabeça, no mundo muito composto e hipócrita de Jane Austen.
De certo modo, ela, que é uma das escritoras mais conhecidas e reconhecíveis do mundo, é um mistério em si mesma. Pouco se sabe sobre esta mulher, com uma capacidade de crítica e análise fantásticas, mas tão bem inserida na sociedade da sua época.
Jane nasceu em 1775, portanto em pleno reinado Hanôver, mais precisamente de Jorge III, o Louco. Morreu em 1819, já com o espectro das invasões francesas, por Napoleão atrás de si.
Dela sabe-se que tem 8 irmãos, que ela e Cassandra eram muito chegadas e que o pai era um clérigo pobre, que suplementava o seu orçamento dando explicações a alunos, que viviam na casa dos Austens.
Sabe-se que Jane foi pedida em casamento por 2 vezes e que de nenhuma delas se casou, tendo ao que tudo indica, sofrido um desgosto de amor. E que o livro Sensibilidade e Bom Senso teve como inspiração os tempos em que ela, a irmã e a mãe viviam "de favor" numa casa emprestada, nas propriedades de um dos irmãos dela, com todos os constrangimentos possíveis e imagináveis.
E não se sabe muito mais. Uma escritora tão carismática, mas com um véu tão grande de mistério em redor da sua existência.
Não poderia deixar passar a oportunidade de ficar a conhecer melhor esta senhora, que admiro tanto. As obras dela, enquanto sarcásticas, são retratos perfeitos da época e sociedade em que se inserem: a nobreza rural dá o mote à sua crítica, porque ela escrevia e descrevia o que conhecia melhor: os bailes das associações, as idas à igreja, e principalmente - o jogo do casamento. O tema central de todos os seus romances será o casamento, nas suas diversas formas. Ela desconstrói o ato, para melhor o poder satirizar e ao mesmo tempo glorificar, pois as suas heroínas têm sempre casamentos de sonho e por amor.
Aqui ficam sugestões de leitura, filmes e documentários


Livros


Documentários


Filme


Kisses da vossa Geek


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Tag Feira do Livro




Kisses da vossa Geek

Historiquices de Maio

Catarina, A Grande



Kisses da vossa Geek
Projeto Um Ano Com a Jodi

Já temos livro escolhido para o mês de Julho.

Será o livro Para A Minha Irmã, que, inclusivamente, tem um filme baseado neste livro, com o mesmo nome.


Já sabem - quem se quiser juntar, basta dizer nos comentários e no final deste mês serão incluídos no chat de discussão.

Kisses da vossa Geek

Será que a leitura tem sexo?


Ao contrário do que o título possa sugerir, não vou falar no género erótico, nem se determinado livro tem demasiadas passagens X-rated.
O que me proporciona esta reflexão é o facto de a maioria dos blogues e canais literários amadores serem feitos, quase em exclusivo, por mulheres. Homens, com idades compreendidas entre os 30 e os 60 anos, parecem como que desaparecidos do panorama literário português. Quase se poderia dizer que os homens, nesta faixa etária, não leem. Será verdade?
Nesta minha curta experiência de blogues e canais, vejo que os homens, entre os 30 e 60 anos leem. Bastante. Mas, se por um lado, não gostam de partilhar as suas leituras com o mundo - salvo raras exceções - o seu ritmo é mais baixo e inconstante que o das mulheres, e só pegam num livro que realmente os preencha.
O que pude constatar nos poucos blogs de homens desta faixa etária, é que, se tiverem que passar três meses sem lerem duas letras juntas, não é grave e não se stressam, por não fazerem conteúdo para o blog. Da mesma maneira, são capazes de ler um livro por mês, mas esse livro ser muito gratificante. Não se impressionam com os últimos lançamentos editoriais - pelo contrário: têm tendência para fugir de tudo o que lhes cheire a muito comercial. Gostam de aliar uma boa história e uma excelente escrita, mas, se tiverem que escolher, a boa escrita vence sempre um enredo mirabolante. Gostam de ler e refletir sobre o que leram.

E as mulheres? Nós somos buliçosas, serial-readers e sempre inquietas. Lemos 10 livros num mês e achamos sempre que foi pouco, que os blogues e os canais podem sofrer com a falta (imaginária) de conteúdos. Gostamos de um bom enredo e uma boa escrita, mas na escolha - iremos escolher sempre a história apaixonante - é o que nos faz virar as páginas, em rápida sucessão, para podermos saber o final. Enfim, gostamos de açambarcar a experiência de leitura toda, de uma vez.

Analisando: homens e mulheres veem os livros de ângulos diferentes, mas numa coisa são iguais - retiram o que os satisfaz do ato de ler um livro, e isso é sempre válido.

E vocês - acham que se aplicam estas diferenças?

Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reflexões sobre a Feira do Livro

(FLL de 1931)

Esta é aquela altura do ano em que os livrólicos perdem a cabeça - e a carteira - e rumam ao "santuário" do Parque Eduardo VII, ou seja à Feira do Livro de Lisboa.
É um evento incontornável, pelo qual todo o leitor anseia, e, que só mesmo por uma impossibilidade maior é que não irá, pelo menos por umas horas, satisfazer a "gula" de andar de stand em stand, folheando aqui, lendo acolá, comparando preços, e, no geral, absorvendo toda aquela atmosfera de livros e autores, que é única.
Eu própria fui no fim de semana que passou, e, como não podia deixar de ser, trouxe uns livrinhos para casa, porque - eu até nem tenho nada nas estantes para ler (estou a brincar!). Mas livros nunca são demais, é o mantra que repito para mim mesma.
Mas, se nos outros anos - este foi o 4º ano consecutivo - fui "sem rei nem roque", ou seja, sem planeamento e comprava, comprava e comprava, este ano fui munida de eventos - nomeadamente, sessões de autógrafos a que queria ir - quer de preços de livros do dia e promoções afins. E correu muito melhor, que vou passar a explicar.
Eu tenho uma lista infinda de livros e, se for a dar crédito à minha lista de desejos, teria gasto o orçamento, logo nas primeiras duas bancas.
O fazer uma lista dos livros do dia ajudou a que eu desse prioridade aos que realmente quero ler em breve - até ao final do ano - em detrimento de pechinchas, por serem pechinchas. Fiz isso nos outros anos e arrependo-me,  pois os livros estão lá, foram baratos sim senhor - mas, e o interesse para os ler? Se houve algum, passou. E agora, olho para eles e digo " mas o que é que tu estás aqui a fazer?" Mas também não me consigo decidir a livrar-me deles, pois alguma coisa me deve ter chamado á atenção, para eu os ter selecionado, entre os milhares que lá estavam.
Outra coisa que me facilitou a vida, foi ter ido diretamente e em primeiro lugar aos sítios onde estavam as minhas seleções, e só no final, dar uma volta geral. Ajudou muito para pôr os gastos e prioridades em perspetiva - "quero mesmo ler aquele livro ou só o quero porque está barato?"
Isto tudo, e ter respeitado o orçamento que me impus, fez com que não viesse desta feira com a sensação de ter trazido muita coisa, para depois o interesse esfriar, no entretanto.
E vocês? Que dicas seguem? Digam-me tudo nos comentários.
Kisses da vossa Geek
Domingo Especial na Feira do Livro
Estive este fim de semana em Lisboa, para a Feira do Livro. Já é habitual fazer este programinha, nestes últimos anos. Mas o que houve de novo, este ano, foi o meu domingo ser cheio de eventos com outras meninas, nomeadamente bloggers e booktubers.

Para começar bem o domingo, fui ao encontro do Clube dos Clássicos Vivos, do qual eu sou moderadora, com a criadora do clube, a Cláudia Oliveira do blog e canal A Mulher que Ama Livros e com a outra moderadora, a Carolina Paiva do blog Holly Reader. Estiveram muitos membros presentes, tal como a foto de grupo atesta.

Discutimos o livro de Truman Capote, Boneca de Luxo ou Breakfast at Tiffany´s, que reli, para clarificar algumas partes do livro, que apesar de pequeno, ficaram confusas na minha cabeça. Esta re-leitura trouxe-me a clareza que precisava, para falar sobre o livro e o enredo.
Toda a gente concordou que o livro soube a pouco. Mas que o autor escreve maravilhosamente bem, pois em poucas páginas (menos de 100) conseguiu nos cativar de tal maneira que queríamos saber mais, em mais profundidade. E foi isso que faltou.
Foram distribuídas lembranças do encontro, com o que se pode considerar a marca "Clube dos Clássicos Vivos", além de um sorteio com livros disponibilizados pelo grupo Porto Editora, para o efeito.
Em seguida, rumei a um almoço com meninas de canais e blogues literários, para uma refeição bem regada de....livros. De todas as formas e feitios. O que gostamos. O que não gostamos. Opiniões polémicas sobre livros muito bem conceituados. Enfim, foram conversas bastante interessantes e com troca de impressões com quem anda nestas lides, há bem mais tempo que eu. Dá sempre para aprender e ter outra visão deste mundo de blogues.

Balanço final: dia muito bem passado, onde conheci pessoas que queria conhecer há bastante tempo e onde os livros estiveram no centro de todas as conversas.
Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Opinião

As Serviçais

Este livro conta a história do Sul profundo da América, nos anos 60 -  era Kennedy e um pouco após.
Conta a história da quase escravidão das criadas negras, mal pagas e subjugadas ás senhoras brancas, que achavam que até lhes pagavam demasiado e eram muito indulgentes com elas.


O enredo é contado do ponto de vista de 2 dessas criadas - a Aibelene e a Minny - e de uma rapariga, Skeeter,  jornalista e cronista reticente destas vidas tão solitárias, abnegadas e de certo modo tão vividas, tão sentidas e tão cheias de significado.
O medo do KKK ainda se faz sentir muito, tal como as represálias dos brancos em relação aos negros, por todo e qualquer evento que lhes lembre que eles estão a conquistar direitos, quer nas universidades, quer nas casas deles. Fala-se nos movimentos estudantis, na marcha do Dr. Martin Luther King e de outros movimentos de desobediência civil, em luta pela igualdade de direitos.
A história começa de um modo muito caricato: pela construção de um WC. Isto vai despoletar toda uma série de situações, que irão culminar com algumas vidas mudadas e algumas mentalidades em processo de mudarem...mas ainda não será desta vez.
A escrita da autora prende-nos desde o início e adorei as protagonistas. Ri a bom rir do mau feitio da Minny, chorei com a Aibilene, ri com ela também e chateei-me com a mentalidade de cidade pequena, que atrofia a Skeeter.
Como já tentei ler este livro na língua original, sei que ele está escrito quer no dialeto utilizado pelas criadas, quer num discurso polido, no caso da jornalista. Ou seja, o tipo de linguagem muda conforme o personagem desse capítulo, o que faz com que todos os personagens tenham uma voz única, que reconhecemos. E isso traz uma autenticidade que me agradou muito. Foi como ter aquelas mulheres todas, a falarem diretamente comigo.
O livro fez-me rir, fez-me chorar e conseguiu-me dizer uma coisa que já sabia, mas que é importante na mesma: o espírito humano é inquebrantável, pois por mais que o rebaixem, ele volta sempre a erguer-se e a lutar mais um dia. Hoje podem ter perdido, mas quem sabe amanhã será diferente?


Kisses da vossa Geek

sábado, 27 de maio de 2017

Os novos fenómenos de escrita

Como sou nova nestas andanças de blogues e páginas literárias, há umas semanas dei comigo, numa cena mais ou menos familiar a todos nós: o mindless scroll pelo feed do Facebook. E, no clicar de um link de um amigo de um amigo de um amigo (ad aeternum), reparei num fenómeno, tipo corrente subterrânea, que não conhecia.
E esse fenómeno é páginas de escrita, que mais tarde viram livros.

Como se começa? Simples. Começa-se por ter uma página pessoal, onde vai fazendo uns posts, as pessoas começam a seguir  em massa, com isso veêm muitos "gostos" e em última análise, há uma editora que se dispõe a pôr todos aqueles escritos ( e outros), num livro físico e a vender. Foi isto que retirei desta minha pesquisa.
Não critico nada nem ninguém , porque ao fim e ao cabo - quem sou eu para criticar? Tudo acaba por ser uma expressão artística e quem gosta, gosta;quem não gosta, não lê.

Apenas me chamou a atenção o processo para chegar até à publicação do livro. Todos temos na ideia o cliché do escritor enfiado num escritório, ou num sótão bafiento, sozinho, a criar, escrever e reescrever, a levar muitos "nãos" até ser, finalmente editado, e, quando isso acontece, os primeiros livros têm normalmente vendas modestas, até conseguir ter um público fiel.
Na era das redes sociais, este paradigma inverteu-se: o escritor (ou futuro escritor) já parte para a editora com uma base de fãs que não é de desprezar, pois já vi livros com as pré-vendas esgotadas. Pode-se dizer que o "cavalo" em que a editora aposta já é ganhador, pois (quase) toda a gente que segue essa página, irá comprar o livro físico. Não há grandes riscos aí - todos ganham: o autor, porque já tem um público fiel; a editora, que consegue fazer um cálculo aproximado do que irá vender e o público, porque pode ter o livro físico.
Serão estes os "novos" autores? Estou a pensar numa escala mundial....será esta a nova maneira de cativar os leitores e ter a certeza que os livros vendem?

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Desafio Literário
Um Ano Com a Jodi

Este é um projeto de leituras conjuntas organizado pelo canal da Dora, o blog da Isaura Pereira e o meu blog.

Como sabemos, a Jodi Picoult é uma escritora prolífica, daí termos decidido ler um livro por mês, fazendo um chat individual para cada livro, partilhando as experiências de leitura.
Todos os meses, anunciamos qual vai ser o título escolhido para iniciarmos no dia 1 do mês seguinte, de modo a que, quem se quiser juntar a nós, tenha tempo de arranjar o livro e programar as suas leituras.
Para o mês de Junho e no dia 1, arrancamos com a leitura do Compaixão.

Quem se vai juntar a nós? Digam nos comentários.

Kisses da vossa Geek