terça-feira, 15 de agosto de 2017

Projeto Um Ano Com a Jodi


O Poder das Pequenas Coisas (Small Great Things)



Sinopse

Ruth Jefferson é uma enfermeira obstetra com mais de vinte anos de experiência. Um dia, durante o seu turno, começa uma avaliação de rotina a um recém-nascido. Minutos depois é informada de que lhe foi atribuído outro paciente. Os pais do bebé são supremacistas brancos e não querem que Ruth, afro-americana, toque no seu filho. O hospital acede a esta exigência, mas no dia seguinte o bebé enfrenta complicações cardíacas. Ruth está sozinha na enfermaria. Deve ela cumprir as ordens que lhe foram dadas ou intervir? O que se segue altera a vida de todos os intervenientes e põe em causa a imagem que têm uns dos outros.

Aqui está a escolha para a leitura de Setembro. Espero que gostem e  que se juntem a nós, em mais uma leitura polémica, no mínimo.

Kisses da vossa Geek

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

As Minhas Fitas #4

Hoje vou falar do filme baseado no meu livro favorito de sempre

Feira de Vaidades

Antes de mais, a BBC fez uma mini-série - tal como com Orgulho e Preconceito - que cheguei a ver num canal de cabo, há muitos anos atrás, e essa sim - era fiel ao ritmo do livro, do principio ao fim.
Este filme é muito aproximado, embora com algumas alterações, não muito significativas. E dentro do filme - para quem não leu - a historia tem cadência e é credível.

Para quem não sabe o enredo, esta é a história de ascensão e queda de Rebecca Sharp, uma órfã muito dona do seu nariz e muito determinada a subir na vida, deixando a pobreza com que se debateu desde a infância, para trás. Ela faz amizade com Amelia Sedley, de uma família de comerciantes, portanto muito mal vistos pela sociedade inglesa - novos-ricos -  não havia epítome pior que esse! Ela forma uma amizade com essa menina, da sua idade, para poder ter acesso à sociedade elegante, e, nomeadamente, ao irmão solteirão de Amelia, o Joseph.


Mas o noivo de Amelia, o orgulhoso George Osbourne, não quer uma simples preceptora - pois era essa a profissão que Rebecca ia começar a exercer - como cunhada e consegue desfazer o namoro incipiente.
Becky, como é uma rapariga cheia de recursos, inteligência e que nunca se deixa abater, consegue-se fazer notar pela tia solteirona, da familia para onde ela vai trabalhar, os Crawleys. E a história dela começa mais ou menos aí.
A Reese Witherspoon encarnou muito bem a personagem badass da Becky, que é a minha personagem ficcional preferida. Ela é atrevida, ambiciosa, com um jogo de cintura tremendo. E ela conseguiu passar tudo isso para o écran. Até o facto de estar grávida, à altura das filmagens, foi incorporado no filme.

O James Purefoy fez um bem disposto e magnânimo Rawdon Crawley e o Jonathan Rhys-Myers fez um George Osbourne bem orgulhoso e altivo, tal como no livro. Poderia mencionar o resto do cast, mas seria cansativo. Todos estiveram à altura, embora o "Velho"  Dobbin não fosse tão trapalhão, como no livro.

Este é um filme realizado por Mira Nair, o que garante uma riqueza visual em termos de cores fortes: os vermelhos profundos, os amarelos bem marcados, os azuis a perder de vista; também a riqueza do guarda-roupa onde não faltam os brocados, as sedas, os veludos e as rendas. 

Os cenários são lindos e muito bem reconstituidos, ressalvando a batalha de Waterloo e a fuga dos ingleses de Bruxelas, uma vez estalada a batalha. Muito bem feita e muito real.

A crítica social implícita neste filme é bastante acutilante: quem vivia nos extractos mais elevados da sociedade não queria saber de quem vivia abaixo de si, nem sequer reconheciam a sua existência.
A luta desesperada por subir na "escada social", para ter acesso "àquele" baile naquela casa, daquela pessoa muito específica e "bem", é algo recorrente, e que, ao fim destes anos todos, não passou de moda.
O ser humano continua sempre em busca de algo mais na sua vida, muitas vezes não se apercebendo que se perde pelo caminho, que perde de vista pessoas e acontecimentos mais importantes. Sempre em busca do reconhecimento dos outros, sendo esses outros, pessoas ou grupos que ele considera de sumária importância.

Para quem não quiser enfrentar o "monstro" de mais de 800 páginas, pode encontrar neste filme uma boa representação do livro.

E vocês, já viram este filme? O que acharam?

Kisses da vossa Geek
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Hoje dei comigo a pensar num assunto, que tem andado a remoer na minha cabeça. E tem que ver com criatividade.
Neste mundo de blogs e de Youtube - ou Booktube, para o meu caso específico - tenho vindo a encontrar algumas vozes de descontentamento, acusando-se mutuamente de "falta de criatividade, de imaginação, copiões!". Palavras fortes sem dúvida, mas quanto de verdade estará no fundo dessas alegações?

O formato que idealizei para canal e afins, já foi criado e recriado centos de vezes. Vale o mesmo para o formato dos posts, a estrutura do blog e vídeos para o canal. E sabem que mais? Acho complicado aparecerem formatos 100% inovadores, sem ser aqueles, de que tristemente temos noticia: pessoas que fazem de um tudo, inclusivamente pôr a sua vida em risco, para ter algo absolutamente original. Porque isto de blogosfera já existe há muitos anos e nós já apanhámos o comboio em andamento.
Vamos buscar inspiração aos nossos blogs e canais favoritos. Pegamos nos formatos que mais gostamos e damos o nosso cunho pessoal; mas o formato base, esse já existe previamente, só não sabemos quem foi a primeira pessoa a fazê-lo.

Tendo o que escrevi acima em mente, então, seremos todos cópias? Não! Pelo simples facto de que se pode sempre abordar um tema de um outro ângulo, dar voz a uma opinião mais contracorrente, explorar temas pouco falados e discutidos. Como este. E sermos "nós" mesmos, sem filtros, sem hipocrisias nem falsos vedetismos, que fazem com que se grite "copiaste" a cada 5 segundos.
De cada vez que oiço alguém queixar-se que foram copiar isto ou aquilo do seu blog ou canal, o meu pensamento imediato é "e será que podes atirar pedras para ar, sem risco de que te caiam em cima?" Há espaço para todos e público para todos. Sem ninguém se atropelar e sem protagonismos ocos.
Porque, afinal, isto é um hobby, um escape, uma maneira de ocuparmos os nossos tempos livres com algo que adoramos. E não uma guerra aberta contra o mundo, deitando abaixo tudo e todos por pura megalomania ou como eu costumo dizer - mania da perseguição.
Digam-me o que pensam deste assunto.
Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O balanço de 2017 até agora


Penso que já venho um pouco fora da hora, mas nunca é tarde para fazermos uma reflexão rápida de como o ano tem corrido até agora, em termos de livros lidos.
Noto que estes 7 meses e cerca de 50 livros lidos, têm sido de descoberta de novos autores e géneros, de muitas mulheres lidas, e de classificações bem generosas. Não porque tenha problemas em dar notas baixas, mas porque simplesmente este ano não tenho tido muitas más experiências nas minhas leituras. Quanto mais o tempo passa e mais livros leio, melhor sei escolher, à partida, o que gosto e rejeitar o que, hipoteticamente, não irei gostar. Nisso, poupo tempo e dinheiro, que são sempre dois bens muito escassos. Com isto não quer dizer que leia sempre dentro do mesmo género, até porque gosto de variar, mas instintivamente, quando pego num livro e me informo sobre ele, sei logo se irei pegar e gostar ou, se não vai valer a pena o meu tempo.

Cada vez gosto mais de ler clássicos e vencedores de prémios literários - por alguma razão, estes livros são destacados quer pela sua intemporalidade quer pela sua relevância. Durante algum tempo eu e os clássicos andámos afastados, por nada em especial, só não eram as leituras que estava a precisar na altura.
Em termos de aquisições, este ano tenho estado bem mais controlada, adquirindo apenas os livros que realmente quero ler num futuro próximo e também os que fazem parte do meu projeto #historiquices, que me tem dado uma satisfação imensa de fazer e orgulho, de ver que tanta gente tem aderido e tem descoberto grandes leituras através dele.
Para os restantes meses que faltam para o final do ano, pretendo continuar a adquirir só o que é relevante para os meus projetos já em andamento e alguns futuros, que mais tarde irei falar na ocasião devida - e sim: vai haver projetos novos brevemente! Quero abater mais a quantidade de livros nas minhas estantes e, claro, fazer grandes leituras, sempre.
E vocês? Como tem corrido o ano de 2017 até agora?
Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Historiquices de Agosto

Cleópatra

Qual é a primeira coisa que me ocorre ao ouvir este nome? Inteligência, astúcia, sedução e morte.
No mês em que passam mais de dois milénios sobre a morte desta figura mítica, vale a pena refletir sobre a imensidão de papéis que assumiu.

Cleópatra foi a última faraó da dinastia Ptolemaica, fundada pelo General Ptolomeu, pertencente aos exércitos de Alexandre, O Grande. Esta dinastia acabou com ela e, com esta morte, acabou também a independência do Egipto em relação a Roma. Portanto, Cleópatra era de ascendência grega ou macedónia.
Por tradição, foi casada com dois dos seus irmãos, os quais assassinou para poder exercer o poder sozinha. O mito de ela ter chegado enrolada num tapete é um facto real. A sua irmã Arsínoe tinha-a perseguido para o deserto, apoderando-se do poder e este foi o estratagema escolhido, para ela poder entrar no próprio palácio, e colocar-se à mercê de Júlio Cesar, já com intuito de se tornarem amantes.
O resto da história é mais ou menos conhecido: a ida dela para Roma, o assassinato de Júlio Cesar e a consequente fuga para o Egipto, a sua relação com Marco António e o seu suicídio, como Rainha do Egipto. Tudo isto sempre em busca de tornar o seu país independente de Roma, deixando assim de pagar avultados tributos e até ganhar novas terras.
O que pouco se fala, é que Cleópatra era uma mulher da Renascença, muito tempo antes de haver esse conceito. Ela falava 10 línguas, tinha tutores gregos que lhe ensinavam filosofia, matemática, retórica, história e isto tudo na fabulosa biblioteca de Alexandria, infelizmente desaparecida.
Ela não se vergava a nada nem a ninguém e fez o seu próprio destino. E morreu por ele. O que não se pode negar é que, já nesta civilização tão longínqua havia certos direitos para as mulheres, que só se voltaram a ter no século XX, no mundo ocidental: o divórcio e o direito à propriedade.

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