sexta-feira, 28 de julho de 2017

O balanço de 2017 até agora


Penso que já venho um pouco fora da hora, mas nunca é tarde para fazermos uma reflexão rápida de como o ano tem corrido até agora, em termos de livros lidos.
Noto que estes 7 meses e cerca de 50 livros lidos, têm sido de descoberta de novos autores e géneros, de muitas mulheres lidas, e de classificações bem generosas. Não porque tenha problemas em dar notas baixas, mas porque simplesmente este ano não tenho tido muitas más experiências nas minhas leituras. Quanto mais o tempo passa e mais livros leio, melhor sei escolher, à partida, o que gosto e rejeitar o que, hipoteticamente, não irei gostar. Nisso, poupo tempo e dinheiro, que são sempre dois bens muito escassos. Com isto não quer dizer que leia sempre dentro do mesmo género, até porque gosto de variar, mas instintivamente, quando pego num livro e me informo sobre ele, sei logo se irei pegar e gostar ou, se não vai valer a pena o meu tempo.

Cada vez gosto mais de ler clássicos e vencedores de prémios literários - por alguma razão, estes livros são destacados quer pela sua intemporalidade quer pela sua relevância. Durante algum tempo eu e os clássicos andámos afastados, por nada em especial, só não eram as leituras que estava a precisar na altura.
Em termos de aquisições, este ano tenho estado bem mais controlada, adquirindo apenas os livros que realmente quero ler num futuro próximo e também os que fazem parte do meu projeto #historiquices, que me tem dado uma satisfação imensa de fazer e orgulho, de ver que tanta gente tem aderido e tem descoberto grandes leituras através dele.
Para os restantes meses que faltam para o final do ano, pretendo continuar a adquirir só o que é relevante para os meus projetos já em andamento e alguns futuros, que mais tarde irei falar na ocasião devida - e sim: vai haver projetos novos brevemente! Quero abater mais a quantidade de livros nas minhas estantes e, claro, fazer grandes leituras, sempre.
E vocês? Como tem corrido o ano de 2017 até agora?
Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Historiquices de Agosto

Cleópatra

Qual é a primeira coisa que me ocorre ao ouvir este nome? Inteligência, astúcia, sedução e morte.
No mês em que passam mais de dois milénios sobre a morte desta figura mítica, vale a pena refletir sobre a imensidão de papéis que assumiu.

Cleópatra foi a última faraó da dinastia Ptolemaica, fundada pelo General Ptolomeu, pertencente aos exércitos de Alexandre, O Grande. Esta dinastia acabou com ela e, com esta morte, acabou também a independência do Egipto em relação a Roma. Portanto, Cleópatra era de ascendência grega ou macedónia.
Por tradição, foi casada com dois dos seus irmãos, os quais assassinou para poder exercer o poder sozinha. O mito de ela ter chegado enrolada num tapete é um facto real. A sua irmã Arsínoe tinha-a perseguido para o deserto, apoderando-se do poder e este foi o estratagema escolhido, para ela poder entrar no próprio palácio, e colocar-se à mercê de Júlio Cesar, já com intuito de se tornarem amantes.
O resto da história é mais ou menos conhecido: a ida dela para Roma, o assassinato de Júlio Cesar e a consequente fuga para o Egipto, a sua relação com Marco António e o seu suicídio, como Rainha do Egipto. Tudo isto sempre em busca de tornar o seu país independente de Roma, deixando assim de pagar avultados tributos e até ganhar novas terras.
O que pouco se fala, é que Cleópatra era uma mulher da Renascença, muito tempo antes de haver esse conceito. Ela falava 10 línguas, tinha tutores gregos que lhe ensinavam filosofia, matemática, retórica, história e isto tudo na fabulosa biblioteca de Alexandria, infelizmente desaparecida.
Ela não se vergava a nada nem a ninguém e fez o seu próprio destino. E morreu por ele. O que não se pode negar é que, já nesta civilização tão longínqua havia certos direitos para as mulheres, que só se voltaram a ter no século XX, no mundo ocidental: o divórcio e o direito à propriedade.

Livros




















Filmes


Série

Documentários




Kisses da vossa Geek

terça-feira, 18 de julho de 2017

Projeto 1 ano com a Jodi

Opinião
Compaixão

Este foi o livro eleito para o arranque deste projeto, que consiste em todos os meses, ler conjuntamente um livro designado por mim, pela Dora e pela Isaura.

E...é certo que demorei muito a fazer a opinião. E porquê? Porque este livro não me agradou nem um pouco.
Este blogue não é só para cantar loas a coisas boas: também serve para eu dar largas ao que não gostei e este livro, realmente, não gostei nada.

Fiquei a saber durante a leitura conjunta, com as outras meninas, que este tinha sido um dos primeiros livros a serem escritos pela autora. E nota-se. Muito. O estilo de escrita e o tipo de abordagem aos temas, que me habituei apenas com um livro - No Seu Mundo - parece a quilómetros de distância deste Compaixão, que a tempos me pareceu um Outlander re-mastigado, a tempos pareceu um romance de cordel dos antigos e no geral muito pouco se salvou neste livro.
O Cameron é o xerife/chefe de clã da cidade de Wheelock, sitio onde praticamente todos são primos e aparentados uns dos outros e vê-se a braços com a situação de um primo, que alegadamente matou a sua esposa, por esta lhe ter pedido, pois estava  nas fases terminais de um cancro incurável.

Esta premissa assim descrita, parece garantia de uma leitura cheia daquilo que a Jodi Picoult é boa: assuntos atuais e controversos, onde ela dá bastantes informações e nos leva a pensar "e se fosse comigo?", de modo que parti para esta leitura a pensar no tema tão atual quanto a eutanásia. Mas estava errada.
A parte interessante do conflito é passada virtualmente para 2º plano, pois começa a haver um romance que se torna central, e que vai retirar importância a este assunto.
Não houve uma real reflexão no impacto que o cancro tem nos elementos do casal nem na sociedade, no que eutanásia implica quer para quem morre, quer para quem fica - nada.
O que tive de sobra foi machismo, subserviência feminina, clichés dos maus e uma vontade enorme de mandar o livro à parede. Acima de tudo, foi mais um romance romântico, que não sou fã, do que um romance que me fizesse pensar ou aprender algo.

E vocês, já leram? Querem ler? O que acharam, se já leram?

Kisses da vossa Geek


sábado, 15 de julho de 2017


Projeto Um Ano Com a Jodi

Livro para Agosto


Sinopse:
Quando Willow, filha de Charlotte e Sean O’Keefe, nasce com osteogénese imperfeita (uma forma grave de fragilidade óssea), os pais assumem que a criança terá uma vida de dor e incapacidade perante a perspetiva de poder sofrer várias fraturas com o avançar da idade devido à doença.

A família tem enormes dificuldades para fazer frente às despesas mensais por causa dos altos gastos médicos, e Charlotte acha que encontrou uma solução para o problema : Ela pode processar o obstetra por negligência – por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar, o que garantiria uma indemnização e Willow teria assim uma atenção útil para toda a vida.
Mas isso significa que Charlotte terá que explicar diante do tribunal que teria abortado se soubesse com antecedência da deficiência de sua filha, palavras que o seu marido não suportaria ouvir, estando também em causa uma profunda amizade que Charlotte nutre pela obstetra que acompanhou a sua gravidez.



Já temos o eleito para o mês de Agosto. Quem se juntará a nós? Deixem os vossos comentários em baixo.

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O que aprendi com os Nórdicos
(em termos de policiais)
Aqui estou a incluir livros, filmes e séries, que há muitas e boas.

Todos, ou quase todos de nós, fomos contagiados com a "febre" do policial nórdico. Geralmente considerados mais hard-core, mais nus e crus, mais twisted do que os grandes escritores de policiais de qualquer outra nação - sendo que apenas me posso referir a ingleses e norte-americanos.

Aqui vão algumas coisas que parecem recorrentes nos livros, séries e filmes.

-A representação das mulheres. Tremendamente sexista e algo estereotipada: ou são amazonas misfits como a Lisbeth Salander, que, convenhamos, é uma heroína de mão cheia, ou então são uns pobres seres dependentes, manipuláveis e muitas vezes  malévolos.

-As crianças. As crianças são muito negligenciadas, pouco acarinhadas, alvo de muitos abusos. Também são um pouco frios com elas, embora isso apenas se possa dever a uma diferença cultural entre povos do norte e povos mediterrânicos.

-O terror está dentro de casa. Normalmente será nas casas e nas famílias mais integradas, onde há mais esqueletos e mais situações de pôr os cabelos em pé. Ou não! Por vezes, a família desestruturada é mesmo aquilo que aparenta ser, sem um elemento redentor, o que me leva ao ponto seguinte.

-Não há assassino da motosserra aqui. O que vemos na maioria dos livros, na América, é serial-killers vindos do nada, para a esquerda e para a direita. Aqui, é mais a pessoa dita comum, mas com uma bagagem enorme a nível psicológico, que faz os estragos todos.

-Há sempre uma personagem permanente. Por norma são criadas séries em torno de uma personagem, que se vai mantendo ao longo de todos os livros e que o autor lhe cria uma vida, que vai evoluindo ao longo da série.

-Vários enredos convergentes. As histórias como que soltas ao início, e as quais temos dificuldade em acompanhar, vão todas convergir em algum ponto da narrativa e serem complementares do enredo (homicídio) principal.

-Café! A Rodos. Nunca falta esta bebida em todas as páginas. Até dá tremores só ao ler.

Com tudo isto, tenho que dizer que sou fã assumida de policial nórdico e que me espantam sempre, tal como sou fã de várias séries e filmes.

São estes os aspetos que mais me chamam à atenção quando falamos em "policial nórdico". E vocês? O que associam?

Kisses da vossa Geek