quarta-feira, 28 de dezembro de 2016




BALANÇO 2016

Pois é, geeks desta página, mais um ano que se aproxima do fim e é altura para balanços, ver o que de bom e de mau fez parte deste ano. Em termos de livros, claro, que é para isso que cá estamos todos.

Começo pelas boas surpresas e descobertas deste ano.

-Elena Ferrante - todos os livros que li até agora

-O Meu Nome é Lucy Barton - Elizabeth Strout

-Os Interessantes - Meg Wolitzer


-O Pintassilgo - Donna Tartt

-Confissões - Kanae Minato

-O Miniaturista - Jessie Burton


-Between Shades of Gray - Ruta Sepetys


-A Praia das Pétalas de Rosa - Dorothy Koomson

-Flores e O Pintor Debaixo do Lava-Loiça - Afonso Cruz

-Um-Dó-Li-Tá - M. J. Arlidge

-Dispara, Eu Já Estou Morto - Julia Navarro

-O Tribunal das Almas - Donato Carrisi

-As Esquinas do Tempo - Rosa Lobato de Faria



- Os Anagramas de Varsóvia - Richard Zimler


E agora, as desilusões, aqueles para os quais tinha tantas expetativas e que defraudaram.

-Me Before you - Jojo Moyes



-A Desumanização - Valter Hugo Mãe

-O Preço do Dinheiro - Ken Follett

-In The Woods - Tana French

-A Rainha Predileta - Caroly Erickson

-1984 - George Orwell

-Smilla e os Mistérios da Neve - Peter Höeg

-Toda a Luz que Não Podemos Ver - Anthony Doerr


-Quando Éramos Mentirosos - E. Lockhart

-O Retrato da Mãe de Hitler - Domingos Amaral

-O Segredo Perdido - Julia Nery

-You, Me and Other People - Fionualla Kearney

E vocês - quais as vossas surpresas boas ou decepções más?

Kisses da vossa Geek

domingo, 25 de dezembro de 2016





Desafios no Goodreads - sim ou não?



Nesta época de fim de ano, o inevitável balanço acontece - vemos o que ficou para trás de relevante e decidimos metas e desafios para o novo ano que se avizinha.

Uma das primeiras coisas que os livrólicos - eu incluída! - faz logo no início do ano, é pôr o seu desafio anual no Goodreads. Eu adoro fazer isso e os meus desafios têm vindo a crescer em quantidade ao longo dos anos. Tenho ganho mais capacidade de leitura, o que me permite ir aumentando o número de livros que me proponho ler todos os anos.
Com isto em mente e nos últimos meses, sensivelmente desde Setembro, que me tenho vindo a deparar com uma espécie de movimento, por enquanto muito mais a nível internacional, nos canais literários maioritariamente de Inglaterra e dos Estados Unidos: esse movimento chama-se "read less", não é algo organizado, mas comecei a reparar no que vários booktubers diziam e sentiam em relação aos desafios anuais do GR.
Ora, neste "movimento" põem em causa o proporem-se a ler um X número de livros num ano, por sentirem que esse número - definido por eles - os pressiona a lerem de tal maneira que não desfrutam. Mas poderá ser? Como estão sempre a pôr números cada vez mais altos - e impossíveis, de certa forma - optam por livros menos complexos, mais fáceis de ler e mais pequenos em detrimento do que, possivelmente, estariam na disposição de ler. Ao libertarem-se da tirania do desafio, pretendem com isto regressar ao gosto pela leitura por si mesma e não pelos números. Querem saborear a leitura.

Por outro lado, temos uma grande maioria que põe um número no desafio e não se sente minimamente pressionada: lê o que quer, ao ritmo que mais se adequa a si e não pede desculpa por isso. Não se sente pressionado nem a aumentar o desafio anual nem a cumprir escrupulosamente  o número que fixou.

Temos ainda quem ponha o desafio e fique a martirizar-se por não conseguir cumprir. Mas, todos os anos, e apesar de praticamente á partida já saberem que vão falhar no objetivo que se propõem, repetem o procedimento e mais uma vez ficam desolados por não conseguirem cumprir. Dizem que esse desafio anual  dá-lhes um objetivo específico e que, caso contrário, não leriam nem metade dos livros que acabam por ler.

Pessoalmente, estou do lado dos que fixam um desafio anual e esquece-se dele - vou pondo lá os livros que li, sem preocupação se estou dentro do prazo ou não. Mas normalmente cumpro, pois ponho objetivos realistas e que se adequam ao meu ritmo de leitura e estilo de vida. Mas, mesmo se não conseguir cumprir por alguma razão, também não faz mal. A leitura, para mim, é um hobby que faço para me dar prazer e não para entrar numa espécie de corrida para ver quem lê mais. Se não der para ler o que estipulei, paciência - prefiro qualidade a quantidade.
Mas, e a título de experiência pessoal, no próximo ano não vou pôr desafio no GR. Como o nosso cérebro é uma máquina fascinante e muito pouco conhecida, quero perceber se, inconscientemente, esse número me condiciona.
No final do próximo ano, irei então avaliar todos os parâmetros da minha leitura: ritmo, quantidade, qualidade e tipo de livros que li.

E vocês - sentem que os desafios ajudam, atrapalham ou são indiferentes?

Kisses da vossa Geek


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016






Clube dos Clássicos Vivos - Votação para Janeiro e Fevereiro



As votações do livro a ler durante os meses de Janeiro e Fevereiro de 2017 acabaram ontem e o vencedor foi O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz.

Quem se quiser juntar a esta leitura e subsequente discussão, pode fazê-lo aqui

Kisses da vossa Geek



Opinião


O sentido do Fim




"A história não são as mentiras dos vitoriosos - são antes as memórias dos sobreviventes, a maioria dos quais não são nem vitoriosos nem derrotados."


Tony Webster está na sua reforma. Divorciado, com uma rotina estável, com os netos a alegrarem-lhe a existência, com uma boa relação com a ex-mulher e de uma forma geral contente com a sua vida, vê a mesma ser perturbada de um  modo irreversível pela chegada da carta de um solicitador, onde se explica que lhe foi legado em testamento o diário de um amigo de adolescência, Adrian Finn.


Tudo isso vai perturbar a paz de Tony - com foco para assuntos não resolvidos do seu passado. Vai trazer à baila toda uma panóplia de situações que ele passou por cima, sem lidar com elas. A vida meteu-se pelo meio e só agora, com esta herança inesperada, vinda em circunstâncias no mínimo estranhas, é que se lhe vai proporcionar a oportunidade de resolver de vez os assuntos pendentes.


"Pensávamos que estávamos a ser maduros quando estávamos apenas a ser seguros. Nós imaginávamos que estávamos a ser responsáveis, mas estávamos unicamente a ser cobardes. Aquilo que chamávamos de realismo acabou por ser apenas a maneira de evitar os assuntos sem lidar com eles."


Este é um livro introspetivo, onde o tema central são as seguintes reflexões: será que é tarde para mudar? Para perdoar? Será que, em determinadas alturas da nossa vida, simplesmente contentamo-nos com uma versão dos acontecimentos, tentando poupar os nossos sentimentos, de modo a podermos seguir em frente? São todas estas questões que o livro tenta responder.


Como todos nós, o protagonista começa esta jornada cheio de certezas e acaba a ver as suas ideias alteradas e as suas noções de vida a evoluir em novas direções. Sentimentos que pensava não ir sentir e reações inesperadas perante algumas situações, são algumas das emoções que Tony vai ter e que irá lidar com elas ao longo da narrativa.


A escrita de Julian Barnes leva-nos entre a vida presente de Tony e a sua vida passada, nomeadamente entre a adolescência e os primeiros anos de vida adulta dele e do seu grupo de amigos, de uma forma fluída e com transições bem feitas entre as duas linhas temporais.
Vemos também tratados os temas de casamento, solidão, suicídio e adolescência de uma forma muito natural e orgânica.
Gostei de viajar pela vida e pelas dúvidas de Tony e de descobrir interações entre ele e as pessoas importantes da vida dele tão reais, tão palpáveis.

Nota: As citações foram traduzidas livremente por mim, pois li o livro em inglês. Peço desculpa por qualquer eventual erro de tradução.

Kisses da vossa Geek

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016





Apresentação de Projeto

Historiquices


Sou uma apaixonada por História e por romance histórico e decidi em 2017 iniciar um projeto que consiste em combinar datas históricas com leituras e visionamento de filmes, séries ou documentários sobre uma determinada pessoa ou de temas relacionados com a época dessa mesma pessoa. O projeto vai ter a duração de 1 ano e este ano vai incidir sobre mulheres com relevância histórica em diversos quadrantes.

JANEIRO
Inês de Castro

FEVEREIRO
Rainha Victória

Março
Irmãs Brönte

ABRIL
Lucrécia Bórgia

MAIO
Catarina, a Grande

JUNHO
Pearl S. Buck

JULHO
Jane Austen

AGOSTO
Cleópatra

SETEMBRO
Agatha Christie

OUTUBRO
Louisa May Alcott

NOVEMBRO
Marie Antoinette


DEZEMBRO
Catarina de Bragança

Todos estão convidados a juntarem-se a mim e podem fazê-lo da forma que mais gostarem: ou seguindo os desafios tal como os apresentei, salteando os temas ou apenas usando a hashtag #historiquices sempre que leiam um romance histórico ou de não-ficção sobre qualquer outro tema ou figura que vos agrade. Farei uma recolha de todas as publicações nas redes sociais as quais irei incluir no meu wrap-up mensal do projeto.

Como a primeira figura será Inês de Castro, já para o mês de Janeiro, deixo em seguida algumas recomendações de livros, filmes, séries e documentários.

LIVROS


FILMES

SÉRIES
Este é o link para a série portuguesa Pedro e Inês, 2º episódio, quando ela entra em cena aqui


DOCUMENTÁRIOS
O único que encontrei está aqui


Então, quem vai participar? Contem-me tudo!

Kisses da vossa Geek