terça-feira, 29 de novembro de 2016





TBR para a Maratona Potter -a-Thon


É altura de maratonar, meus geeks e aqui fica a minha TBR para a #potterathon, organizada pelas booktubers Elsa e Filipa dos canais do Youtube Ordem D`Aviz e Filipabooks respetivamente.

Vamos então aos desafios e os livros que lhes vou associar:

-DESAFIO 1 - Ler um livro da saga Harry Potter - não irei fazer


-DESAFIO 2 - Lê um género literário que tenhas descoberto á pouco tempo e que gostaste.





Este vou ler em conjunto com a Mafalda Alves do canal A Soberana da Noite.


- DESAFIO 3 - Lê um livro de um autor popular.




- DESAFIO 4 - Inicia uma série ou lê um livro com mais de 400 páginas.






- DESAFIO 5 -  Fazer uma leitura conjunta.



Este vou ler em conjunto com a Dora do canal Books and Movies.


- DESAFIO 6 -  Lê um livro cujo protagonista seja um rapaz/homem ou cuja capa tu gostes - Aqui vou repetir o livro A Coisa Terrível que Aconteceu a Barnaby Brocket.


- DESAFIO 7 - lê um livro de fantasia ou qualquer outro género á escolha - Aqui vou repetir o livro Uma Fortuna Perigosa.


- DESAFIO 8 - Lê um livro ou um conto que se enquadre nesta quadra - Não vou fazer.


 - DESAFIO 9 - OBRIGATÓRIO* - De todos os livros que leste, diz o que mais te impressionou e escreve o porquê na página tuga- a-thon, no Facebook.


- DESAFIO 10 -  Lê um thriller ou um livro de terror







-DESAFIO 11 - Pega em 2 livros que queres ler, coloca uma moeda em cima de cada um, uma com a cara voltada para cima e outra com a coroa voltada para cima. Pega numa terceira moeda e deita ao ar. Se calhou cara, vais ler o livro que tem a cara voltada para cima e vice-versa.



Este também vai ter direito a leitura conjunta com a Dora.



- DESAFIO 12 - Lê um livro cuja ação se passe num castelo, escola ou mansão - vou repetir o livro A Pedra da Lua.

* para se habilitarem ao sorteio de um livro novo em PT.

E vocês aí desse lado, também vão participar? Digam-me tudo.

Kisses da vossa Geek



Canal da Elsa - https://www.youtube.com/user/hathor100

Canal da Filipa - https://www.youtube.com/user/FilipaundBill

Canal da Dora - https://www.youtube.com/user/dorasantosmarques

Canal da Mafalda - https://www.youtube.com/channel/UCSZ3EjBAzklZCfGq9tVffVg




domingo, 27 de novembro de 2016





Vamos geekar com....séries de época #1


DOWNTON ABBEY




Para quem não sabe, aqui me confesso: adoro séries de época, sou uma viciada assumida em boas séries televisivas que retratem épocas passadas.

Vou começar por uma favorita, mas que não será a nº1 - essa deixo-a para outro post.

Para quem não sabe, Downton Abbey é uma série que se designa como drama upstairs/downstairs ou seja, tanto destaque têm os patrões (upstairs) como os empregados (downstairs).

Ela começa no dia em que o Titanic se afunda e nele as esperanças de a herança Crawley se manter neste lado da família. Até bem dentro do século 20 em Inglaterra, uma mulher ( a não ser que fosse viúva) não podia ser dona ou administrar os seus bens, ou seja não podia ter propriedade - casas, terrenos, rendas: tudo pertencia e era administrado pelo elemento masculino mais próximo. Neste caso, a filha mais velha, Mary, iria casar-se com um primo, para que o pior não acontecesse. Mas aconteceu! O noivo ia a bordo do Titanic, em direção a Nova York e, para todos os efeitos, morreu. Qual a solução encontrada? Ir em busca do próximo herdeiro masculino, uma pessoa que nunca viram na vida e que têm de tentar persuadir a casar com uma das filhas, preferencialmente com Mary.

Aqui, entra Mathew em cena. Um jovem advogado, pouco habituado a mansões e a criados que fazem tudo por ele, desde vesti-lo a passar a ferro o jornal antes de ele o ler.




A premissa é esta e ao longo de 6 temporadas muitos assuntos importantes vão ser focados, até porque as épocas em que estas série se passa são épocas de  muita mudança: o movimento sufragista, o começo da emancipação da mulher, melhoramento das condições de trabalho, industrialização, 1ª Guerra Mundial e o mundo depois desse evento,  alteração do mundo rural inglês, os loucos anos 20, amor entre pessoas de classes diferentes e muitos outros assuntos que possivelmente esqueço.

Tudo isto filmado numa manor house verídica, o Castelo de Highclere, casa dos Condes de Carnarvon cedida para o efeito, com um guarda-roupa de cortar a respiração e uns diálogos e argumento como penso que só os ingleses sabem fazer - credível, real, com classe e estilo.




As interpretações são outra joia: há cenas em que até as palavras são desnecessárias para exprimir e nos fazer sentir as emoções que os atores nos conseguem transmitir apenas e só pelo olhar. Isto eu chamo de qualidade e classe na representação.
Temos de tudo:  o patriarca um tanto formal temperado pela sua mulher uma herdeira americana,



as filhas cada uma  com uma personalidade muito vincada e distinta,



a a desbocada mas de bom coração ( é a minha preferida: ela tem one-liners que ainda hoje me lembro).


Na ala dos criados, temos o mordomo intriguista e mau, a criada de quarto de bom coração, a copeira que gosta de flirtar com as visitas, o encarregado do pessoal masculino sério e formal.




Sei que há muita gente que não vê series de época por, á partida parecerem paradas e sem relevância, por retratarem épocas passadas, quando se passa exatamente o contrário. Gosto de uma historia bem contada e bem representada, seja ela passada em que época for. Mas gostos serão gostos e o seu a seu dono.

E vocês? Já viram? Têm curiosidade? Ou por outro lado, não gostam nem pensam em ver? Contem-me tudo.

Kisses da vossa Geek

quarta-feira, 23 de novembro de 2016




Annabel por Kathleen Winter




A história começa com a morte de Annabel.

Um bebé nasce numa pequena vila na Terra Nova chamada Lavrador, em 1968.
Esse bebé teve como parteira uma das amigas da mãe, chamada Thomasina.
É Thomasina que se apercebe que o bebé é hermafrodita, termo já caído em desuso, mas ainda utilizado no livro, possivelmente por ser o termo em voga na época em que a ação de passa. Neste momento a designação que se utiliza é de intersexual, ou seja uma pessoa que tem órgãos genitais dos dois géneros.

A partir deste nascimento inesperado, há que tomar decisões e com uma certa rapidez: qual é o sexo dominante no recém-nascido? Qual a decisão mais acertada? Como é que, num futuro não muito longínquo, esta criança vai sentir-se mais integrada na sociedade onde vive?

Vivendo num meio pequeno e marcadamente patriarcal, este é um assunto de extrema delicadeza e o pai do bebé, Treadway, queria muito um filho para lhe poder passar a sua profissão de caçador. A Medicina também concorda que o sexo dominante é masculino e assim nasce Wayne. Mas a sua mãe, Jacinta, pressente que perdeu uma filha.
A decisão é tomada, mas ao longo dos anos, Wayne sente sempre que há algo de diferente nele

O miúdo sabia que o pai esperava dele uma atitude severa e prática, por isso, aprendeu a mostrar tal atitude.

Sendo esta uma situação tão especial, é lógico que acarrete tensões no casamento de Treadway e Jacinta

Mas havia uma coisa que sempre tinham feito, e não deixaram de fazer, porque parar seria reconhecer que o casamento tinha falhado, e não estavam preparados para o reconhecer.

Wayne cresce e percebe que ao longo de toda a sua vida houve segredos, informações básicas sobre ele que lhe foram sonegadas

A solidão repartida por cada um de nós em diferentes quantidades, fosse escondida ou diluída, era assumida.

O livro vai descrever todo o percurso de vida do Wayne e das pessoas que o rodeiam.
Adorei a Thomazina, que reconstruiu-se após uma tragédia brutal.
Adorei a mãe do Wayne porque é uma mulher forte e de convicções, e que sempre quis o mesmo que todas as mães querem para os seus filhos: que eles sejam felizes, amados e respeitados por quem eles são e não por uma projeção que alguém lhes quis impor.
O Treadway, no inicio odioso, evoluiu imenso e surpreendeu-me pela positiva.

Todo o livro aborda temas fortes como homofobia, preconceito, solidão, descriminação e bullying  conjugados com uma vida difícil de uma cidade que se pode chamar "de fronteira", e, por isso mesmo, muito fechada em torno de si mesma. Ficamos a perceber e a ter uma quase experiência de viver na natureza, vivendo do que ela nos dá. A caracterização do espaço e tempo está muito bem feita, consegue-nos transportar para lá.

A escrita é maravilhosa, poética e ao mesmo tempo fluída. A autora surpreende-nos várias vezes com a humanidade dos seus personagens. São ricos de emoções e de sentimentos, que transparecem pela página. Muitas vezes me emocionei com o Wayne, um menino demasiado tempo perdido de si mesmo.

Kisses da vossa Geek

sábado, 19 de novembro de 2016





Opinião  O Segredo Perdido - Lisboa, terramoto 1755 #lerosnossos









Mais um livro pra o projeto da Cláudia Simões, através dos seu blogue e canal A  Mulher Que Ama Livros em http://amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt/

Como o próprio titulo indica, é uma história - ou várias - tendo como pano de fundo o grande desastre natural que foi o Terramoto de 1755.
Temos uma historia  pelo menos a 2 mãos ou 2 espaços temporais distintos, sendo que por vezes ainda há uma terceira linha temporal diferente.
Tudo começa durante a 2º Guerra Mundial, em Portugal, com um casal de refugiados em transito para a América e um cofre muito valioso. Após isso a historia irá se desenrolar entre Maria Antónia ou Soror Beatriz do Menino Jesus, nos anos após o Terramoto e na atualidade, com uma personagem que não é nomeada.
Há segredos que ficaram escondidos com esse grande evento disruptivo na vida de Lisboa e do país: famílias que se separaram, pais que ficaram sem saber se os filhos e mulheres estavam vivos e vice-versa. E basicamente é uma dessas historias entre milhares, que aqui se retrata. É uma obra de ficção, mas penso que teve um fundo de  muita veracidade - a história é plausível.

Para quem não sabe, eu sou uma fã de romance historio e este período é um daqueles não muito explorados pelos nossos autores - ou outros - o que é uma grande falha, a meu ver. Gosto sempre de retratos de época bem feitos, que me permitem viajar e participar desses acontecimentos e das vidas dos personagens.

Não foi o que aconteceu. O livro é pequeno para uma premissa tão grande, tão complexa. A historia ficou truncada e desconexa. Não me consegui ligar aos personagens pelo simples facto de que os poucos diálogos existentes não me pareceram credíveis. Ninguém fala assim para uma pessoa da qual é intima, embora tenha percebido o porquê do uso da linguagem estranha.

Enfim, meus geeks, uma autêntica e vera estucha! Algumas horas de vida que não vou reaver jamais....

E vocês - já leram ou ouviram falar? Têm uma opinião diferente da minha? Quero saber tudo.

Kisses da vossa Geek

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

OS TEMIDOS E CONTROVERSOS DNFs

Livros abertos





Olá e bem-vindos a este meu cantinho!

E vamos abrir as hostilidades com..... DNFs!

O-oh já começamos por algo polémico, não assim é assim, geeks desta página? Mas como um verdadeiro geek não tem medo de enfrentar assuntos cabeludos ou quejandos - a não ser um corte da sua bem estimada trunfa - aqui vamos lançar-nos a este (às vezes) controverso assunto.

Em conversas com amigas livrescas, noto que temos todos reações diferentes ao deixar um livro a meio: há quem cerre os dentes e continue, há quem dê um número de páginas certo e há quem até desista logo após as primeiras páginas lidas, se não lhe agradar.

As justificações para cada comportamento são variadas e todas plausíveis.  Há quem continue porque gastou o dinheiro no livro - e se os livros são caros cá em Portugal! E depois há quem dê as protocolares 100 páginas e decida ou quem, num impulso ( ou assim parece para quem vê) descarta o livro após meia dúzia de páginas.

Pessoalmente, este assunto veio a propósito de ter-me apercebido que só este ano - e que ainda não acabou - já deixei de lado para nunca mais pegar, o equivalente á soma de todos os livros que deixei em todos os meus anos de leitora. Perguntei-me, de mim para mim, o que se andará a passar comigo? Será que estou em burn-out com os livros? Será que tenho andado a pegar em histórias piores? Será uma fase?
Chego á conclusão que tive um ano de leituras fabulosas e que não me contentei com menos do que isso e que, quando a história não me agarrou o suficiente deixei o livro de lado, porque a máxima "so many books, so litle time" aplica-se á letra. Tenho tantos e bons livros, tantas e boas recomendações que estar a perder tempo com um livro que não é para mim, não me faz sentido e até parece criminoso - é um crime desperdiçar tempo!
Atenção: não digo que os livros são maus só porque não atinei com eles. Cada livro tem o seu leitor, por assim dizer e o seu a seu dono.

Já li livros que não gostei até ao fim, na esperança de encontrar o arco-íris que fizesse a leitura valer a pena. Mas agora não faço mais isso. É uma escolha minha, de como giro o meu tempo e as minhas prioridades.

Neste assunto não há fórmulas nem soluções - cada um faz como lhe parece melhor e como se sente mais confortável. Queremos gostar do livro que temos em mãos e quando isso não acontece, parece que desiludimo-nos um bocadinho. Mas é só um bocadinho....até vir a próxima grande leitura!

E vocês? Qual é a vossa opinião neste assunto? Deixam muitos livros para trás ou fazem um esforço mesmo que não estejam a gostar? Digam-me tudo.

Kisses da vossa Geek